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08/02/2019

PERSONAL | Teste de personalidade MBTI


Há uns 3 ou 4 anos descobri o teste de personalidade com base na teoria de Myers and Briggs e adorei. O porquê de estar apenas agora a partilhá-lo? No semestre passado tive uma cadeira que se focava mais na parte dos recursos humanos das empresas e falámos das várias teorias das personalidades, incluindo o MBTI (Myers-Briggs Type Indicator), o que me fez voltar a querer pesquisar não só sobre a minha personalidade como também obrigar os amigos que fiz neste intervalo de tempo a fazer também o teste.
A minha personalidade é o INTJ, também conhecido como "The architect", que faz parte dos analistas. Quando fiz o teste (AQUI) foi super enlightening. Sempre fui muito curiosa em geral, gosto de saber tudo sobre tudo, portanto, como devem imaginar, descobrir este site foi a melhor coisa de sempre. Fez com que tivesse mais vontade de me conhecer a mim própria, de procurar razões para determinados comportamentos e padrões, aprendendo a lidar com eles e às vezes a moderá-los. Por exemplo, uma das coisas que reparei recentemente foi que tenho muito mais tendência a criar amizades com pessoas ou do tipo Analista ou diplomatas (têm AQUI todos os tipos de personalidade), que partilham comigo a característica intuitiva (N). Isto significa que são pessoas que tomam decisões baseando-se maioritariamente em padrões revelados por experiências passadas, em vez de se basearem na informação que os 5 sentidos lhes transmite.
Assim, achei que era uma boa altura para partilhar este teste também convosco, que espero que estejam tão entusiasmados por saber o resultado como eu estava!

Ainda sobre a minha personalidade, deixo aqui um pequeno excerto, tanto para saberem um pouco mais sobre mim, como também para vos deixar curiosos para ler sobre a vossa personalidade.
"With a natural thirst for knowledge that shows itself early in life, INTJs are often given the title of “bookworm” as children. While this may be intended as an insult by their peers, they more than likely identify with it and are even proud of it, greatly enjoying their broad and deep body of knowledge. INTJs enjoy sharing what they know as well, confident in their mastery of their chosen subjects, but owing to their Intuitive (N) and Judging (J) traits, they prefer to design and execute a brilliant plan within their field rather than share opinions on “uninteresting” distractions like gossip."

Já conheciam o site ou o teste? Se fizeram, qual vos calhou? Identificaram-se?

07/02/2017

Society | Surround yourself with positive people


Já todos ouvimos algo parecido com "Surround yourself with positive people and you'll become one", ou seja, rodeia-te de pessoas positivas e tornar-te-ás numa . Não me lembro exatamente quando, mas houve uma altura em que decidi usar esta frase como mote para a minha vida e oh boy, foi das melhores decisões que tomei.

Estaria a mentir se dissesse que acreditava piamente em cada palavra e que foi isso que me fez transformar o meu estado de espírito e modo de encarar a vida do dia para a noite. Foi uma mistura de não ter nada a perder e fake it until you make it que me motivou e *spoiler alert* até acabou por resultar.

Demorou até que os pensamentos positivos aparecessem automaticamente na minha mente em situações em que eram precisos - aliás, ainda hoje há momentos em que tal não acontece, mas eu sou perseverante e encontro-me em evolução permanente -, contudo o que se seguiu a partir daí compensou a espera.

Por não se tratar de uma mudança repentina a verdade é que foi só quando comecei a sentir o positivismo de volta que me apercebi da mesma e fui muitíssimo feliz nesse momento. Cheguei à conclusão que, mais do que nos rodearmos por gente positiva, temos de espalhar esse positivismo. Nem toda a gente irá recebê-lo de bom grado - é a realidade - mas é aí que nos temos de lembrar da primeira parte.

*Foto da minha autoria, não utilizar sem autorização

12/04/2016

Society | A escola não é tudo


Como aluna do secundário, de 11º para ser mais precisa, já senti várias vezes que estes três anos são decisivos, pois ajudarão a decidir se irei entrar na faculdade que quero ou não. Isto faz com que haja momentos da minha vida em que sinta que tudo se resume a escola e fico um pouco revoltada que assim seja, principalmente porque acho que este pensamento tem vindo a ser cada vez mais frequente devido ao facto de os professores levarem-nos a acreditar que é assim que deve ser. E não é por desvalorizar o ensino, pelo contrário, é por às vezes dar por mim a questionar até que ponto é que me estão a formar como cidadã de um país que um dia será "meu" - quando puder votar, etc - e chegar à conclusão que o ensino em si pouco o está a fazer.

Principalmente nos últimos tempos, tenho vindo a sentir que a escola promove mais a minha capacidade de memorização do que propriamente a de entender, e a grande quantidade de matéria dada num curto espaço de tempo faz com que tenhamos de estudar mais regularmente e acabamos muitas vezes por ficar dentro de uma bolha, afastados do mundo que nos rodeia.
Ainda hoje uma amiga minha contou-me que no outro dia a mãe lhe perguntou quem era o actual presidente da assembleia da república e ela não sabia. Isto é grave, a meu ver é muito mais grave do que não saber as etapas da meiose ou calcular a velocidade de queda de um objecto, muito mais.

Obviamente acho que apesar de tudo também temos de nos interessar, ou pelo menos querer saber, sobre este tipo de coisas, no entanto, acho também que este querer saber o que se passa à nossa volta, nomeadamente sobre política - algo tão importante-, deveria ser também um pouco estimulado na escola - a partir do secundário - não no sentido de nos influenciar de alguma maneira, mas de modo a compreendermos pelo menos o básico que precisamos de saber enquanto cidadãos (visto que podemos votar!).
Desde pequena que tenho por hábito ver telejornal à hora de jantar - não que concorde inteiramente com esta prática - e isso fez com que desde cedo estivesse atenta ao que se passa. E, voltando ao exemplo da política, este hábito que criei fez com que estivesse muitas vezes ocorrente do que passa no mundo, e embora seja um assunto que não me chama muito à atenção, como cidadã gosto de estar informada e faço por isso. Mesmo assim, será que as escolas, estando a formar os futuros adultos e líderes de um país, não se deveriam preocupar em formá-los (não formatá-los) também nesse sentido?

Falando agora de questões mais simples como a relação com as pessoas e destas com o mundo em geral. A escola, ao influenciar os alunos a focarem-se tanto nas notas e a parte teórica, esquece-se também de nos alertar para questões mais humanitárias, e a verdade é que muitas pessoas da minha idade pensam "qual ajudar os outros ou fazer voluntariado, isso não conta para a nota e eu quero uma boa média", o que para além de mostrar alguma falta de carácter, na minha opinião, mostra também o individualismo que se está a criar cada vez mais e cada vez mais cedo.

Claro que darem-nos as bases teóricas para o que queremos seguir no futuro é importante, mas choca-me, e mais do que isso, revolta-me, que estejam a investir imenso nessa formação teórica e estejam a desleixar a nossa formação como cidadãos, a que, independentemente do estatuto social, todos deveriam ter direito.

Têm alguma opinião sobre o assunto ou nunca tinham pensado nisso?

22/03/2016

About Brussels

I hate to live in a world where there are people who think innocent people are worth killing just so they can make a point, as if it is more important than all the human lives that are taken.
May all those innocent people, not only from Brussels, not only from today, rest in peace.

21/03/2016

Team cereais antes do leite


Há dois tipos de pessoas, as que colocam o leite antes dos cereais e as pessoas como eu, que põem os cereais antes do leite. É uma discussão que já tive várias vezes com amigos (talvez por isso a leve mais a sério do que devia) e acredito que vocês também. Posto isto, hoje irei explicar-vos por que razão me encontro, sempre me encontrei e provavelmente irei encontrar, no segundo grupo de pessoas.

05/02/2016

People grow


Até há cerca de um ano acreditava que as pessoas não mudavam, os amigos que tinha naquela altura iriam permanecer tal como os conhecia e, portanto, iríamos dar-nos uns com os outros até sermos velhinhos. No entanto fui chegando à conclusão de que as coisas não são assim tão lineares quando fomos para o secundários e seguimos caminhos diferentes.

Com o passar do tempo vivemos novas experiências, conhecemos novas pessoas, e tudo à nossa volta acaba sempre por nos influenciar de alguma maneira, nem que seja apenas um bocadinho. Isto faz com que cresçamos, possamos passar a ver determinados assuntos de maneira diferente, deixemos de gostar de coisas que outrora adorávamos, e que descubramos novas paixões. Evoluímos, crescemos, não permanecemos iguais, como seria de esperar.

E se por um lado é óptimo sentirmos que estamos a evoluir como pessoas a cada dia que passa, por outro é possível esquecermo-nos com facilidade de que os nossos amigos, aqueles com que sonhávamos manter contacto até que assim não fosse possível, também passam por este processo, e, infelizmente, por vezes ou deixamos de nos identificar com a pessoa em que se tornaram, ou simplesmente se perde o contacto, etc.

Quando isto acontece eu fico triste, obviamente, contudo também sei que é normal, e muitas vezes prefiro guardar as boas memórias que tenho com essa pessoa e seguir em frente do que "deixar as coisas morrer", acabar com discussões feias e ficar com estes últimos momentos na minha memória.

Resumindo, as pessoas crescem, e por vezes as mudanças não são conciliáveis. Embora me deixe super triste, é também preciso ver que é a vida e que quer queiramos quer não, é praticamente impossível, para não ser radical e dizer mesmo que é impossível, mantermos contacto com todas as pessoas que conhecemos ao longo da nossa vida. People come and go, and that's okay.

07/01/2016

Body Shaming


Há já algum tempo que se começou a falar de fat shaming e eu fico bastante contente, porque apesar de não querer dizer que tenha acabado, acredito que faça as pessoas pensar duas vezes antes de dizer alguma coisa (ou não dizerem nada). Contudo, nesta onda de opiniões houve, em alguns discursos, uma coisa em particular que me deixou bastante desconfortável: o usarem "argumentos" do género "mulher que é mulher tem curvas" ou "mas quem é que quer um saco de ossos?" que são normalmente antecedidos por "o peso não define uma pessoa". Se o peso não define uma pessoa por que razão usam argumentos com base no mesmo? Argumentos esses que acabam por criar o também conhecido, mas menos falado, skinny shaming.

Com a ajuda da indústria da moda, ser magro começou a ser algo que muitos queriam atingir. E disto resultaram duas reacções - ou pelos menos as duas de que me consigo lembrar - a de associar magreza a distúrbios alimentares e a do "quem me dera ser como tu", e ambas irritam-me profundamente.
Não é por uma pessoa pesar menos que tem de ter necessariamente um distúrbio alimentar ou qualquer outra doença, da mesma maneira que não é sinónimo de saúde. Para além disso não me parece que caiba a uma pessoa que não seja médica e pensa que percebe do assunto avaliar a saúde de quem quer que seja.

E se há quem deseje atingir um ideal de magreza, há também aqueles que pegam em algo de que não se tem culpa e pode ser difícil de controlar, que neste caso é ter menos peso do que o considerado "normal", e gozam com a pessoa em questão. Aquilo que é capaz de me chocar mais nesta situação é o facto de, infelizmente, ser muito menos polémica do que fat shaming, quando na verdade é tão grave e mau como isso.

De facto o peso não define uma pessoa, nunca. E apesar de actualmente o objectivo de muitos passar por ter um corpo de manequim, isso não valida mais a troça de quem se possa aproximar desse "ideal", melhor, nada valida gozar com quem quer que seja independentemente da razão, corpo incluído.