São poucos os filmes que me deixam com o pensamento "Quero ver outra vez" assim que acabam e também com a sensação de que preciso de tempo para assimilar o que acabei de ver - num bom sentido, obviamente. O Me Before You foi mais que capaz disso.
Louisa Clark é uma rapariga com um estilo único, sempre com um sorriso na cara e pronta a animar as pessoas que a rodeiam. Depois de ser despedida do seu trabalho num pequeno café após seis anos vê-se extremamente desesperada por encontrar um trabalho que possa ajudar a sua família, que tanto precisa. Apesar de tentar alguns pequenos trabalhos estes acabam sempre por não resultar, até que, através do centro de emprego, surge a oportunidade de cuidar de uma pessoa numa cadeira de rodas em troca de um generoso salário.
Conhece então Will, que foi atropelado há dois anos por uma mota o que acabou por deixá-lo numa cadeira de rodas para o resto da sua vida. É uma pessoa que depois do acidente se tornou extremamente difícil de lidar, devendo-se isto muito provavelmente ao facto de sentir que perdeu a vida que tinha antes e que nunca irá poder voltar a recuperar.
Louisa irá tentar a todo o custo - e acreditem que enfrenta mais obstáculos do que o feitio de Will - fazer com que Will veja que ainda vale a pena viver, que apesar de as limitações que a vida lhe impôs num determinado momento, isso não implica que esta tenha acabo por completo. Lou é o poço de esperança que tenta lutar contra o negativista com que lida durante aqueles seis meses, tentado transmitir-lhe um pouco do seu positivismo e alegria.
Começo por dizer que o contraste entre as duas personagens principais é notório e incrivelmente extraordinário, assim como a evolução da personalidade de ambas. Ao longo do filme é também abordado um tema polémico e muito discutido nos dias de hoje - que não vou mencionar porque sinto que "spoila" a história - e sinto que não o poderiam ter feito de melhor forma.
Outra coisa que acho merecedor de menção, não fosse eu quem sou, é a soundtrack, que aconselho a ouvir em vez do trailer - que tal como a maior parte dos atuais, conta grande parte da história, perdendo-se assim o "fator surpresa" quando se vê o filme. Acho que se encaixou perfeitamente no filme e neste momento está em repeat no meu Spotify.
Para quem estiver interessado, existe também o livro, a partir do qual o filme foi feito, e estreia nos cinemas em Portugal no dia 11 de Agosto.
Já viram o filme?