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07/07/2016

Filmes | Me Before You


São poucos os filmes que me deixam com o pensamento "Quero ver outra vez" assim que acabam e também com a sensação de que preciso de tempo para assimilar o que acabei de ver - num bom sentido, obviamente. O Me Before You foi mais que capaz disso.

Louisa Clark é uma rapariga com um estilo único, sempre com um sorriso na cara e pronta a animar as pessoas que a rodeiam. Depois de ser despedida do seu trabalho num pequeno café após seis anos vê-se extremamente desesperada por encontrar um trabalho que possa ajudar a sua família, que tanto precisa. Apesar de tentar alguns pequenos trabalhos estes acabam sempre por não resultar, até que, através do centro de emprego, surge a oportunidade de cuidar de uma pessoa numa cadeira de rodas em troca de um generoso salário.

Conhece então Will, que foi atropelado há dois anos por uma mota o que acabou por deixá-lo numa cadeira de rodas para o resto da sua vida. É uma pessoa que depois do acidente se tornou extremamente difícil de lidar, devendo-se isto muito provavelmente ao facto de sentir que perdeu a vida que tinha antes e que nunca irá poder voltar a recuperar.

Louisa irá tentar a todo o custo - e acreditem que enfrenta mais obstáculos do que o feitio de Will - fazer com que Will veja que ainda vale a pena viver, que apesar de as limitações que a vida lhe impôs num determinado momento, isso não implica que esta tenha acabo por completo. Lou é o poço de esperança que tenta lutar contra o negativista com que lida durante aqueles seis meses, tentado transmitir-lhe um pouco do seu positivismo e alegria.

Começo por dizer que o contraste entre as duas personagens principais é notório e incrivelmente extraordinário, assim como a evolução da personalidade de ambas. Ao longo do filme é também abordado um tema polémico e muito discutido nos dias de hoje - que não vou mencionar porque sinto que "spoila" a história - e sinto que não o poderiam ter feito de melhor forma.
Outra coisa que acho merecedor de menção, não fosse eu quem sou, é a soundtrack, que aconselho a ouvir em vez do trailer - que tal como a maior parte dos atuais, conta grande parte da história, perdendo-se assim o "fator surpresa" quando se vê o filme. Acho que se encaixou perfeitamente no filme e neste momento está em repeat no meu Spotify.



Para quem estiver interessado, existe também o livro, a partir do qual o filme foi feito, e estreia nos cinemas em Portugal no dia 11 de Agosto.

Já viram o filme?

28/02/2016

Filmes | Amy


Amy Winehouse foi uma cantora de jazz que morreu de overdose aos 27 anos. Mas quem foi a Amy? Como é que ascendeu à fama? Como é que acabou da maneira que acabou? Para alguém que, como eu, tudo o que conhecia dela era uma mão cheia de músicas e que tinha problemas com álcool e drogas, este documentário fez-me passar a vê-la de maneira diferente, e ainda bem.

Com um pai ausente, que mais tarde se divorciou da mãe, Amy sentiu a necessidade de se rebeliar com apenas 9 anos, levando um estilo de vida não muito comum para a idade. Aos 15 anos já tomava anti-depressivos mas começava também a revelar o seu talento como cantora jazz. Com a ajuda dos amigos, que viam nela o potencial, começou a assinar contractos com editoras discográficas aos 19 anos.

Entretanto conheceu Blake, que mais tarde se tornou no seu primeiro e único marido. Foi com ele que Amy experimentou pela primeira vez drogas pesadas (cocaína, heroína e crack) e como devem imaginar só se foi tornando pior a partir daí.

Esta altura foi mais ou menos a altura em que deu o seu grande pulo na fama e começou a ser constantemente perseguida por paparazzis. Acredito que Amy não tinha a noção da dimensão do seu talento e portanto ficar famosa era algo que considerava irreal, contudo as pessoas à sua volta sabiam que seria uma questão de tempo.

Talvez por não saber que se tornaria famosa e isso ter acontecido de repente, não tenha sabido como lidar com a pressão que isso trazia, agravando assim os seus problemas com drogas, álcool e a bulimia (com que vivia desde a adolescência). Com o tempo estes factores começaram a afectar também o seu coração e contribuíram para o seu destino final.

Através do filme Amy pareceu-me ser uma boa pessoa que valorizava muito os amigos e era um génio do jazz, que infelizmente não brilhou durante muito tempo devido aos problemas que tinha na sua vida pessoal e à sua fragilidade emocional, acentuada pelos mesmos.

Já viram o filme?