Mostrar mensagens com a etiqueta Faculdade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Faculdade. Mostrar todas as mensagens

16/09/2019

BORDEAUX #1 | the adventure

Imagem da minha autoria, por favor não utilizar
Desde que me lembro que queria ter uma experiência de intercâmbio. Inicialmente queria tê-lo feito no secundário, mas quando a altura chegou percebi que não ia ser possível, tendo assim decidido que o iria fazer na faculdade.

O destino é uma coisa engraçada e acabei numa faculdade que incentiva imensooooo os alunos a fazer programas de intercâmbio, tanto que no semestre a que me candidatei havia mais candidatos do que vagas. Embora esta última parte não seja tão positiva, foi bom no sentido em que me sentia muito informada, o que me permitiu não ter de andar super atenta a prazos (no meio dos prazos das cadeiras) e ter de virar o mundo à procura de documentos com informações sobre cada uma das faculdades.

Após uma investigação intensa, um ficheiro word e outro excel mais tarde, escolhi 23 faculdades, sendo o limite de opções 50. Como devem imaginar, eu investiguei tudo até ao pormenor nas primeiras 10, a partir daí não me preocupei tanto se tinha residência ou não por exemplo, ou se era na zona que eu queria.

O meu plano inicial era ir para o leste da Europa. Gosto muito da arquitetura mais sombria e é uma zona que nunca tive a oportunidade de explorar. No entanto acabei por ficar com a minha 15ª opção. Fiquei triste no dia em que soube. Até aquele ponto da minha vida, as coisas tinham sempre acabado por correr como queria, tinha sempre conseguido alcançar os meus objetivos.

No dia a seguir senti-em uma ingrata e comecei a investigar mais sobre a faculdade e a cidade. É tão fácil às vezes tomarmos as coisas como garantidas que nos esquecemos das oportunidades incríveis que temos à nossa frente. Fosse onde fosse no mundo, eu nunca tinha vivido num país diferente, nunca tinha vivido sem os meus pais. Acima de tudo, tinha a certeza que, fosse onde fosse, seria uma experiência incrível.

Quase um ano depois de ter sabido os resultados, aqui estou eu, muito feliz com a cidade que escolhi. Grande e movimentada o suficiente para ter imenso que explorar e ter a vibe citadina de que tanto gosto, mas pequena o suficiente para me sentir segura e confortável.

Estou completamente apaixonada pelas cores, os detalhes dos edifícios, a organização, tudo! Brevemente irei começar a fazer posts sobre os monumentos à medida que vou explorando, mas também da minha experiência em geral a viver num país desconhecido. Until then, podem ter acesso ao spam que faço no meu Instagram, @nesa2809, com fotos dos sítios lindos que visito em Bordeaux.

15/02/2018

PERSONAL | Estarei eu reduzida a um número?


Gosto de encontrar textos de que não me lembro nitidamente de ter escrito porque é como fosse transportada no tempo e conseguisse ver a Inês do passado a escrevê-los. Contudo, quando encontrei este fiquei triste porque me lembro de passar por esta fase, mas só quando o li é que me apercebi do impacto negativo que na altura teve em mim. É um desabafo de uma adolescente de 16 anos cansada e ligeiramente revoltada com as regras que a sociedade impõem.
2016 e 2017 foram anos muito preenchidos e positivos em inúmeros aspectos, contudo foram também dos anos em que a minha ansiedade (sim, ansiedade, não nervosismo) esteve num dos seus picos. Pela primeira vez estava a deixar a escola afectar de forma preocupante a minha saúde mental, os primeiros exames do secundário aproximavam-se - e depois a candidatura a faculdade em 2017 -, estavam constantemente a assombrar-me o pensamento e via todos os testes como provas de fogo em que tinha de passar com distinção, custasse o que custasse. Eu - e mais ninguém - era demasiado exigente comigo.

"Está a chover e a vontade de ficar dentro da cama, no quentinho, até horas indecentes é grande, muito grande, chegando mesmo a ultrapassar a infinita lista de coisas que tenho de fazer. Quando, por fim, decido levantar-me, tomar o pequeno-almoço e ligar o computador para começar a riscar itens da minha lista dou por mim a questionar o efeito da escola na minha vida; o porquê de estar a aprender o que estou a aprender; se será que vale tudo a pena. Até que ponto é que as notas que se tiram num teste definem inteligência ou até mesmo capacidade de executar um determinado trabalho, que é para isso que a escola está a preparar-nos?

Quando era mais nova adorava a escola, sentia que perceber aquilo que me ensinavam era mais importante do que tirar uma boa nota. No entanto, principalmente com a entrada no secundário, senti uma grande mudança na maneira como se abordava a escola. Os números é que interessam, afinal são eles e apenas eles que nos vão colocar na nossa faculdade de sonho ou fazer-nos sentir como falhados por não ter conseguido. O perceber a matéria passa para segundo plano, passando o "ter boas notas para atingir uma média" a primeiro plano. Parece que o entender o que é ensinado ou até mesmo a maneira como se consegue essa média não interessa, o importante é tê-la.
Este processo deixa-me não só ansiosa durante os testes por causa do "preciso de x valores neste teste" como também faz com que me sinta reduzida a um número. Como é que a minha vida, o meu futuro pode estar reduzido a um número?"
Fevereiro.2016


Lembro-me vagamente de quando comecei a sentir-me assim, reduzida a um número, e quando comecei a perder o encanto que tinha pela escola. Foi triste, muito triste, principalmente por ser uma pessoa muito curiosa que tem um gosto enorme e intrínseco por aprender coisas novas.
Agora na faculdade, felizmente, deixei de me sentir assim. Não vou mentir, as notas continuam a afectar-me, principalmente se foi um teste ou trabalho para o qual trabalhei muito e dei muito de mim, mas tem menos efeito. Gosto mais das aulas, não me importo - gosto! - de saber mais além e deixa-me extremamente feliz perceber que estou lentamente a recuperar essa parte de mim, que já não me sinto tão reduzida a um número e não sinto a necessidade de decorar o que está num livro para depois regurgitar numa folha de papel. Voltei a gostar da escola e de aprender por si só.

29/01/2018

PERSONAL | Long Time No See


O facto de começar a sentir que este tipo de publicação começa a tornar-se mais comum que as restantes é quando sei que a minha situação blogosférica se encontra, de facto, num estado preocupante. Contudo, esta ausência foi especial e quero registá-la, quero contá-la.

No dia 28 de setembro de 2017 deram-se dois acontecimentos relativamente importantes. Por ordem, 1. Entrei finalmente, em segunda fase - consequência de ser uma pessoa nervosa em exames -, na minha primeira opção da faculdade; 2. Atingi a maioridade.

Este foi o meu primeiro objetivo de longo prazo que consegui realizar e soube tão, mas tão bem sentir que afinal valeu a pena. E agora, com um semestre completo, ainda sabe melhor porque there's no place I'd rather be. Passei de facto, como achava, três anos do secundário no curso errado - embora não me arrependa, de todo, de assim ter sido - e agora não poderia estar mais no meu elemento. É uma fase da minha vida que, honestamente, ainda me assusta muito (ainda não estou preparada para ser uma "pessoa séria", como digo aos meus pais) mas tentarei ao máximo ultrapassar esse receio para cumprir os meus próximos objetivos.

Foram 4 meses que de facto pareceram seis ou até mesmo mais e já começo a notar algumas diferenças no meu desenvolvimento como pessoa, o que me faz crer que 2018 será um ano maioritariamente de solidificação dos valores que tenho e de seleção dos valores que quero que as pessoas que me rodeiam tenham.


Apesar de já estarmos no final da janeiro, nunca é tarde para desejar um bom ano, por isso, que todos tenham um excelente 2018!