28/02/2016

Filmes | Amy


Amy Winehouse foi uma cantora de jazz que morreu de overdose aos 27 anos. Mas quem foi a Amy? Como é que ascendeu à fama? Como é que acabou da maneira que acabou? Para alguém que, como eu, tudo o que conhecia dela era uma mão cheia de músicas e que tinha problemas com álcool e drogas, este documentário fez-me passar a vê-la de maneira diferente, e ainda bem.

Com um pai ausente, que mais tarde se divorciou da mãe, Amy sentiu a necessidade de se rebeliar com apenas 9 anos, levando um estilo de vida não muito comum para a idade. Aos 15 anos já tomava anti-depressivos mas começava também a revelar o seu talento como cantora jazz. Com a ajuda dos amigos, que viam nela o potencial, começou a assinar contractos com editoras discográficas aos 19 anos.

Entretanto conheceu Blake, que mais tarde se tornou no seu primeiro e único marido. Foi com ele que Amy experimentou pela primeira vez drogas pesadas (cocaína, heroína e crack) e como devem imaginar só se foi tornando pior a partir daí.

Esta altura foi mais ou menos a altura em que deu o seu grande pulo na fama e começou a ser constantemente perseguida por paparazzis. Acredito que Amy não tinha a noção da dimensão do seu talento e portanto ficar famosa era algo que considerava irreal, contudo as pessoas à sua volta sabiam que seria uma questão de tempo.

Talvez por não saber que se tornaria famosa e isso ter acontecido de repente, não tenha sabido como lidar com a pressão que isso trazia, agravando assim os seus problemas com drogas, álcool e a bulimia (com que vivia desde a adolescência). Com o tempo estes factores começaram a afectar também o seu coração e contribuíram para o seu destino final.

Através do filme Amy pareceu-me ser uma boa pessoa que valorizava muito os amigos e era um génio do jazz, que infelizmente não brilhou durante muito tempo devido aos problemas que tinha na sua vida pessoal e à sua fragilidade emocional, acentuada pelos mesmos.

Já viram o filme?

23/02/2016

Playlist | Afternoon Dance Sessions


Tenho dois lados no que toca a estilo de música: o comercial, ou como gosto de lhe chamar "o que passa na rádio", e artistas e bandas de que gosto na íntegra e sei álbuns de cor. A Winter Playlist, que mostrei aqui no blog há um mês, enquadra-se maioritariamente na primeira categoria, enquanto que a que vos apresento hoje aproxima-se mais da segunda no sentido em que não conhecia os artistas, mas ficam perto do estilo de música das minhas bandas favoritas.
Dentro dos meus dois estilos de música, separo ambos em outras duas categorias: as músicas mais calmas, que muitas vezes me ajudam a relaxar, e as que me fazem levantar da cadeira e dançar. Como já devem ter percebido pelo seu título, esta playlist tem músicas que me levam a ter a segunda reacção acima mencionada.

Espero que gostem!


1. Jamie T | Zombie
2. The Courteeners | The Opener
3. Kasabian | Re-wired
4. The Last Shadow Puppets | Standing Next To Me
5. The Courteeners | Winter Wonderland
6. The Courteeners | Van Der Graaff
7. The Fratellis | Chelsea Dagger
8. Razorlight | America
9. The Courteeners | Sycophant
10. The Libertines | Anthem For Doomed Youth


Conheciam alguma? Qual é o vosso "estilo" de música?

17/02/2016

5 COISAS... | que me deixam feliz

Sou uma pessoa que entra facilmente numa espiral de pensamentos negativos. Contudo, com o tempo aprendi que não posso deixar isso condicionar a maneira como vivo e que tenho de, portanto, contrariar este fenómeno.
Um dia li um texto que dizia de forma indirecta para apreciarmos as pequenas coisas da vida, que nada é tão mau como nos parece, existem coisas positivas à nossa volta, temos é de as procurar. Foi o que fiz, e a verdade é que não só descobri novas "fontes de felicidade", como também comecei a notar que estas fontes de felicidade se iam multiplicando. Ainda hoje não posso dizer com certeza se foi pura coincidência acontecerem coisas boas e conhecer pessoas que me fazem feliz, quando o decidi fazer ou se as energias boas que procurava e tentava manter na minha vida foram também atraídas para a mesma. Gosto de acreditar que foi uma mistura das duas.


Abaixo deixo as coisas que me animam mesmo nos dias menos bons:

Pores-do-sol - Acho-os mágicos, encantam-me de uma maneira indescritível e transportam-me para outro planeta por alguns momentos. Agora que estava a pensar, considero-os um pouco como algumas pessoas que passam na nossa vida, passageiras, mas marcantes e únicas.

Música - Provavelmente como grande parte das pessoas, sempre tive uma grande relação com a música. É tão variada e consequentemente tão abrangente às mais diversas áreas. Marca alturas da nossa vida, e mais tarde, ao passar, por exemplo, na rádio leva-nos de volta a esses momentos. É incrível!

Som e cheiro do mar - Vivo e sempre vivi no litoral, e a minha zona em específico é bastante perto do mar, o que acredito que tenha tido uma grande influência neste ponto. O som das ondas a embater na areia deserta numa tarde de inverno relaxa-me imenso e saio da praia a acreditar que sou capaz de tudo.

Almoços/jantares e passeios com amigos - Apesar de precisar de algum tempo sozinha para conseguir recarregar as baterias, grande parte dos momentos mais felizes da minha vida foram passados com amigos. São a família que escolhi e acredito que os devemos tratar como uma, o que incluí dispensar algum tempo da nossa vida atarefada para conviver e criar novas memórias, "Se queres amigos para a vida, arranja vida para os amigos".

Sentir que evoluí/melhorei - Sou uma pessoa que se martiriza muito quando falha, mas também sou a minha maior motivadora. Portanto, quando sinto que evoluí como pessoa ou na escola, sinto-me mesmo bem. Afinal, quem não gosta de ver o seu esforço recompensado (especialmente nesta última área)?

14/02/2016

Séries | The Good Wife


Quando o escândalo político do seu marido explode e este é preso, Alicia vê-se sozinha, sem sítio para ir e sem saber o que fazer, o que a deixa apenas com uma opção: abandonar a vida de house wife e voltar ao mercado de trabalho. Acaba por ficar como associada de primeiro ano na Lockhart/Gardner, onde um antigo colega de faculdade é um dos dois sócio principais, Will Gardner.
Em The Good Wife vemos o começo de uma nova jornada da vida de Alicia, que tenta a todo o custo construir a nova vida como advogada após 13 anos sem praticar, enquanto tenta conciliar com a vida familiar que se desmoronou.
Ao longo das temporadas podemos ver o notável crescimento de Alicia tanto como pessoa como profissional através do modo como decide passar a lidar com determinadas situações.

Estou agora no início da sexta temporada e estou completamente viciada!

09/02/2016

Ponte 25 de Abril


Quando era mais nova a minha vida resumia-se ao tempo que passava com os meus pais e ao tempo de passava com os meus avós, e tanto a ponte Vasco da Gama como a 25 de Abril, respectivamente, avivam as memórias desses tempos.

A ponte 25 de Abril transporta-me para os tempos de animação e extrema agitação das regatas, dos passeios à beira mar, da felicidade de uma criança de oito anos para quem os sonhos são todos possíveis e não têm limites. 
Lembra-me também das tardes de verão e inverno em que aquilo por que mais ansiava era dar de comer aos peixes no Aquário Vasco da Gama com o meu irmão, e ainda hoje não consigo perceber como é que algo tão simples nos fazia tão felizes.

Ontem foi um dia nostálgico.







*Fotos da minha autoria, não utilizar sem autorização

05/02/2016

People grow


Até há cerca de um ano acreditava que as pessoas não mudavam, os amigos que tinha naquela altura iriam permanecer tal como os conhecia e, portanto, iríamos dar-nos uns com os outros até sermos velhinhos. No entanto fui chegando à conclusão de que as coisas não são assim tão lineares quando fomos para o secundários e seguimos caminhos diferentes.

Com o passar do tempo vivemos novas experiências, conhecemos novas pessoas, e tudo à nossa volta acaba sempre por nos influenciar de alguma maneira, nem que seja apenas um bocadinho. Isto faz com que cresçamos, possamos passar a ver determinados assuntos de maneira diferente, deixemos de gostar de coisas que outrora adorávamos, e que descubramos novas paixões. Evoluímos, crescemos, não permanecemos iguais, como seria de esperar.

E se por um lado é óptimo sentirmos que estamos a evoluir como pessoas a cada dia que passa, por outro é possível esquecermo-nos com facilidade de que os nossos amigos, aqueles com que sonhávamos manter contacto até que assim não fosse possível, também passam por este processo, e, infelizmente, por vezes ou deixamos de nos identificar com a pessoa em que se tornaram, ou simplesmente se perde o contacto, etc.

Quando isto acontece eu fico triste, obviamente, contudo também sei que é normal, e muitas vezes prefiro guardar as boas memórias que tenho com essa pessoa e seguir em frente do que "deixar as coisas morrer", acabar com discussões feias e ficar com estes últimos momentos na minha memória.

Resumindo, as pessoas crescem, e por vezes as mudanças não são conciliáveis. Embora me deixe super triste, é também preciso ver que é a vida e que quer queiramos quer não, é praticamente impossível, para não ser radical e dizer mesmo que é impossível, mantermos contacto com todas as pessoas que conhecemos ao longo da nossa vida. People come and go, and that's okay.

01/02/2016

Moodboard & Goals | Fevereiro


Janeiro foi um mês quase totalmente dedicado à escola, sem tempo de sobra para praticamente nada, felizmente, Fevereiro será um pouco diferente. Terei apenas um trabalho para apresentar e quatro testes relativamente espaçados ao longo de todo o mês. Para além disso tenho cinco dias (a contar com o fim de semana) de férias de Carnaval. Tudo isto diz-me que terei algum tempo livre, ou pelo menos mais do que em Janeiro, que planeio usar da melhor maneira possível.


Objectivos:

  1. Beber mais chá em vez de café - o mais próximo de café que bebi foi uma vez um latte;
  2. Fazer exercício mais regularmente;
  3. Ser mais activa no blog;
  4. Ver 6 filmes (6/6);
  5. Comer comida mais saudável;
  6. Ir a um café/restaurante a que nunca tenha ido;
  7. Não comprar nada material:
  8. Conseguir poupar pelo menos dez euros;
  9. Reservar sexta para arrumar o quarto e cumpri-lo.