03/02/2019

MOODBOARD | Fevereiro

Janeiro nunca foi muito produtivo para mim. É o mês após o Natal, após os exames da faculdade e está frio. Acabo por tornar-me lazy e pouco proativa, o que é um bocado contra a minha personalidade, portanto também não dura muito (felizmente!). Isto cria em mim uma motivação gigante para o mês de fevereiro e torno-me proativa a triplicar. Estabeleço as minhas metas para o novo semestre ao invés das tradicionais resoluções de ano novo, feitas no início de janeiro.

Para o segundo mês do ano, tenho como grandes objetivos não procrastinar e tornar-me um bocadinho uma morning person, sendo que este vai ser particularmente difícil. Embora muita gente relacione os dois, não me considero uma pessoa preguiçosa ou pouco ambiciosa, contudo, my friends, acordar cedo não é mesmo comigo. Desde que entrei na faculdade (há mais de um ano) que tenho de acordar às 6h30 durante a semana e este horário nunca pegou, só me deixou com umas olheiras terríveis. Por isso, com a chegada da primavera, este semestre espero conseguir quebrar o péssimo hábito de dormir menos de 7h, também com a finalidade de ter mais energia durante o dia. Pode ser que, com esta energia extra e um horário de estudo que resolvi fazer, o primeiro objetivo também seja cumprido (*fingers crossed*).
Tenho a certeza que este ano vai ser incrível (percebrão melhor daqui a uns dias), e fevereiro é para mim o primeiro mês deste ano, é quando as coisas realmente começam, so let’s make the most of it!

30/12/2018


Imagem da minha autoria, por favor não utilizar
Pensar onde estava há um ano atrás e onde estou agora confirma-me a volta que a minha vida deu em 365 dias. Foi uma chapada de luva branca dada pela vida mas também uma grande lufada de ar fresco. Se olhar apenas para os momentos mais marcantes de 2018, é possível que as coisas negativas sejam mais que as positivas, contudo, não consigo olhar para 2018 com maus olhos. Acho genuinamente que tudo isso me trouxe tantas coisas boas que, no final, quando incluo também as coisas pequeninas, acabo com um balanço bastante positivo.
Os primeiros seis meses do ano foram simplesmente loucos e cheios de sentimentos contraditórios. Num momento sentia que estava na melhor altura da minha vida como noutro logo a seguir sentia-me completamente em baixo porque nem tudo estava a correr como tinha planeado. Um bom exemplo dissso foi um dia em que fui chamada para uma dinâmica de grupo, após passar numa entrevista online numa empresa conhecida (o que para mim, sendo na altura aluna de 1º ano – a única na dinâmica – era um big deal), e noutro dia bastante próximo descobri que tinha de ir ao primeiro recurso da faculdade por ter chumbado na época normal (o que também era um biiiig deal para mim). Também me lembro perfeitamente de haver um dia em que recebi uma má notícia e, passados uns dias, quando fui ver uma exposição ao MAAT sobre a felicidade, fiquei super feliz. Coincidência ou não, esse positivismo atraíu quase de imediato mais felicidade para a minha vida. E este foi, definitivamente, o turning point do meu ano. Apercebi-me do quão importante era a minha felicidade, o meu bem-estar, e não poderia haver ninguém na minha vida que lutasse contra isso, não o iria permitir.
Apesar disso, e por mais óbvio que pareça, em 2018 percebi que nem todas pessoas pensam e agem como eu, cabendo-me a mim decidir se consigo ou não viver com essa diferença. Não quer dizer que a outra pessoa está mal e eu bem ou vice-versa, apenas que há falta de compatibilidade, sendo que esta não deve ser exigida à outra pessoa. Felizmente, somos diferentes, por isso é natural ir encontrando pessoas que não vêem o mundo da mesma maneira, que exigem coisas que deixo de estar disposta a dar e eu também exijo coisas que essas mesmas pessoas podem não estar dispostas a dar. It’s okay.
            Após esta avaliação minuciosa à minha vida, percebi o tipo de pessoas que gostaria de ter à minha volta e nos seis meses seguintes, isto é, até agora, fiz por ter isso em atenção quando novas pessoas se apresentavam na minha vida. A verdade é que me tornei numa pessoa muito, mas mesmo muito mais positiva. Percebi que quase tudo tem uma solução e quando não há, posso optar pela maneira menos dolorosa de lidar com a situação. Hoje consigo dizer que tenho à minha volta pessoas também positivas, que me ajudam a atraír mais felicidade para a minha vida.
            No outro espetro desta onda de positivismo, aprendi também que a vida não é o conto de fadas que me venderam durante a minha infância. Não, não deixei de acreditar na vida, muito pelo contrário, mas percebi que há coisas que não podemos mesmo controlar, por muitíssimo que me custe. Pensei durante anos que vivia dentro de uma redoma que me protegia das coisas más do mundo, mas em 2018 percebi que nunca existiu redoma nenhuma que me isentasse da crueldade que há no mundo e na vida. Por mais que custe, faz parte.
            Felizmente, acabo este ano com as melhores pessoas à minha volta, com quem espero poder continuar a tornar-me mais adulta, culta e boa pessoa. Acabo o ano com a certeza de que cresci imenso e que me tornei numa pessoa mais compreensiva, mais responsável pelas suas ações, um bocadinho mais adulta embora ainda uma criança com imenso por aprender.

I'm back!

Pela milésima vez, estou de volta à blogosfera. A verdade é que começo a aperceber-me que estar ausente de setembro a dezembro é um padrão, que se deve à minha falta de inspiração e pouco tempo nesta altura do ano.
De qualquer das maneiras, estou de volta e cheia de vontade de escrever. Espero que ainda estejam desse lado com vontade para me ler!