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Pensar onde estava há um
ano atrás e onde estou agora confirma-me a volta que a minha vida deu em 365
dias. Foi uma chapada de luva branca dada pela vida mas também uma grande
lufada de ar fresco. Se olhar apenas para os momentos mais marcantes de 2018, é
possível que as coisas negativas sejam mais que as positivas, contudo, não
consigo olhar para 2018 com maus olhos. Acho genuinamente que tudo isso me
trouxe tantas coisas boas que, no final, quando incluo também as coisas
pequeninas, acabo com um balanço bastante positivo.
Os primeiros seis meses do ano foram simplesmente
loucos e cheios de sentimentos contraditórios. Num momento sentia que estava na
melhor altura da minha vida como noutro logo a seguir sentia-me completamente
em baixo porque nem tudo estava a correr como tinha planeado. Um bom exemplo
dissso foi um dia em que fui chamada para uma dinâmica de grupo, após passar
numa entrevista online numa empresa conhecida (o que para mim, sendo na altura
aluna de 1º ano – a única na dinâmica – era um big deal), e noutro dia bastante próximo descobri que tinha de ir
ao primeiro recurso da faculdade por ter chumbado na época normal (o
que também era um biiiig deal para
mim). Também me lembro perfeitamente de haver um dia em que recebi uma má notícia
e, passados uns dias, quando fui ver uma exposição ao MAAT sobre a felicidade, fiquei
super feliz. Coincidência ou não, esse positivismo atraíu quase de imediato
mais felicidade para a minha vida. E este foi, definitivamente, o turning point do meu ano. Apercebi-me do
quão importante era a minha felicidade, o meu bem-estar, e não poderia haver
ninguém na minha vida que lutasse contra isso, não o iria permitir.
Apesar disso, e por mais óbvio que
pareça, em 2018 percebi que nem todas pessoas pensam e agem como eu, cabendo-me
a mim decidir se consigo ou não viver com essa diferença. Não quer dizer que a
outra pessoa está mal e eu bem ou vice-versa, apenas que há falta de
compatibilidade, sendo que esta não deve ser exigida à outra pessoa. Felizmente,
somos diferentes, por isso é natural ir encontrando pessoas que não vêem o
mundo da mesma maneira, que exigem coisas que deixo de estar disposta a dar e
eu também exijo coisas que essas mesmas pessoas podem não estar dispostas a
dar. It’s okay.
Após esta avaliação
minuciosa à minha vida, percebi o tipo de pessoas que gostaria de ter à minha
volta e nos seis meses seguintes, isto é, até agora, fiz por ter isso em atenção
quando novas pessoas se apresentavam na minha vida. A verdade é que me tornei
numa pessoa muito, mas mesmo muito mais positiva. Percebi que quase tudo tem
uma solução e quando não há, posso optar pela maneira menos dolorosa de lidar
com a situação. Hoje consigo dizer que tenho à minha volta pessoas também
positivas, que me ajudam a atraír mais felicidade para a minha vida.
No outro
espetro desta onda de positivismo, aprendi também que a vida não é o conto de fadas
que me venderam durante a minha infância. Não, não deixei de acreditar na vida,
muito pelo contrário, mas percebi que há coisas que não podemos mesmo
controlar, por muitíssimo que me custe. Pensei durante anos que vivia dentro de
uma redoma que me protegia das coisas más do mundo, mas em 2018 percebi que
nunca existiu redoma nenhuma que me isentasse da crueldade que há no mundo e na
vida. Por mais que custe, faz parte.
Felizmente, acabo
este ano com as melhores pessoas à minha volta, com quem espero poder continuar
a tornar-me mais adulta, culta e boa pessoa. Acabo o ano com a certeza de que
cresci imenso e que me tornei numa pessoa mais compreensiva, mais responsável
pelas suas ações, um bocadinho mais adulta embora ainda uma criança com imenso por aprender.