19/02/2018

SÉRIES | La Casa De Papel


Após muito ouvir falar desta obra prima representada em espanhol, rendi-me e fui espreitar o primeiro episódio no domingo à noite. Hoje é segunda e já vou no 7, o que, por si só, acho que diz muito. Sou o tipo de pessoa que diz "séries e filmes só em inglês e português salvas raríssimas exceções", facto que me levou a ficar imenso tempo sem começar La Casa de Papel, contudo - e nunca pensei dizer isto - até estou a começar a ficar com uma ligeira vontade de aprender a língua do nosso país vizinho.

Para quem nunca ouviu falar desta produção da Netflix - com 15 episódios e já a caminho de uma segunda temporada -, La Casa de Papel remete para um assalto brilhante e aparentemente infalível à casa da moeda espanhola. Os assaltantes não se conheciam previamente e é-lhes indicado que não usem os seus nomes, não sejam feitas perguntas sobre a vida pessoal e que não haja relações entre participantes. Tudo medidas que tornam o plano praticamente infalível teoricamente (não estivéssemos nós perante humanos).
Foram juntados pelo Professor - como lhe chamam - e durante 5 meses irão estudar e ensaiar o assalto ao mais ínfimo pormenor, com planos B e C e antecipando as manobras da polícia espanhola. Durante o desenrolar da trama é possível ver a psicologia a funcionar com a força policial a agir como tinham pensado, contudo, como seres humanos e por vezes não muito racionais que são, por mais cenários que antecipassem, nunca tudo poderia correr como queriam. Terão de lidar com as adversidades que vão aparecendo e com a pressão a que estão inevitavelmente submetidos.

Gosto de séries que demonstram a beleza do pensamento o humano, a genialidade - que pode tanto ser usada para o bem como para o mal -, que sejam quase épicas, e La Casa De Papel dá-nos isso e muito mais.
Agora parte de mim só quer que a segunda temporada chegue o mais depressa possível ao mesmo tempo que o meu eu racional me diz "Inês, começaste o segundo semestre na quinta, não te metas por caminhos apertados". Não é preciso dizer qual o lado que ganha pois não?

Já conheciam a série? Vêem?

15/02/2018

PERSONAL | Estarei eu reduzida a um número?


Gosto de encontrar textos de que não me lembro nitidamente de ter escrito porque é como fosse transportada no tempo e conseguisse ver a Inês do passado a escrevê-los. Contudo, quando encontrei este fiquei triste porque me lembro de passar por esta fase, mas só quando o li é que me apercebi do impacto negativo que na altura teve em mim. É um desabafo de uma adolescente de 16 anos cansada e ligeiramente revoltada com as regras que a sociedade impõem.
2016 e 2017 foram anos muito preenchidos e positivos em inúmeros aspectos, contudo foram também dos anos em que a minha ansiedade (sim, ansiedade, não nervosismo) esteve num dos seus picos. Pela primeira vez estava a deixar a escola afectar de forma preocupante a minha saúde mental, os primeiros exames do secundário aproximavam-se - e depois a candidatura a faculdade em 2017 -, estavam constantemente a assombrar-me o pensamento e via todos os testes como provas de fogo em que tinha de passar com distinção, custasse o que custasse. Eu - e mais ninguém - era demasiado exigente comigo.

"Está a chover e a vontade de ficar dentro da cama, no quentinho, até horas indecentes é grande, muito grande, chegando mesmo a ultrapassar a infinita lista de coisas que tenho de fazer. Quando, por fim, decido levantar-me, tomar o pequeno-almoço e ligar o computador para começar a riscar itens da minha lista dou por mim a questionar o efeito da escola na minha vida; o porquê de estar a aprender o que estou a aprender; se será que vale tudo a pena. Até que ponto é que as notas que se tiram num teste definem inteligência ou até mesmo capacidade de executar um determinado trabalho, que é para isso que a escola está a preparar-nos?

Quando era mais nova adorava a escola, sentia que perceber aquilo que me ensinavam era mais importante do que tirar uma boa nota. No entanto, principalmente com a entrada no secundário, senti uma grande mudança na maneira como se abordava a escola. Os números é que interessam, afinal são eles e apenas eles que nos vão colocar na nossa faculdade de sonho ou fazer-nos sentir como falhados por não ter conseguido. O perceber a matéria passa para segundo plano, passando o "ter boas notas para atingir uma média" a primeiro plano. Parece que o entender o que é ensinado ou até mesmo a maneira como se consegue essa média não interessa, o importante é tê-la.
Este processo deixa-me não só ansiosa durante os testes por causa do "preciso de x valores neste teste" como também faz com que me sinta reduzida a um número. Como é que a minha vida, o meu futuro pode estar reduzido a um número?"
Fevereiro.2016


Lembro-me vagamente de quando comecei a sentir-me assim, reduzida a um número, e quando comecei a perder o encanto que tinha pela escola. Foi triste, muito triste, principalmente por ser uma pessoa muito curiosa que tem um gosto enorme e intrínseco por aprender coisas novas.
Agora na faculdade, felizmente, deixei de me sentir assim. Não vou mentir, as notas continuam a afectar-me, principalmente se foi um teste ou trabalho para o qual trabalhei muito e dei muito de mim, mas tem menos efeito. Gosto mais das aulas, não me importo - gosto! - de saber mais além e deixa-me extremamente feliz perceber que estou lentamente a recuperar essa parte de mim, que já não me sinto tão reduzida a um número e não sinto a necessidade de decorar o que está num livro para depois regurgitar numa folha de papel. Voltei a gostar da escola e de aprender por si só.

12/02/2018

FOTOGRAFIA | Saal, o álbum digital


Quando soube que a Saal estava a dar a oportunidade a bloggers e pessoas ativas nas redes sociais (Facebook e Instagram) de experimentarem um dos seus produtos - álbum digital neste caso - com um código de promoção de 30 eur não pude deixar de tentar.
Adoro fotografia e, mais do que isso, de as ter em formato físico, principalmente aquelas em que estou na companhia das pessoas de que mais gosto. Assim, mandei-lhes uma mensagem a falar disso mesmo, como pediam, e aqui estou eu apenas 10 dias depois.


Gostei das instruções claras e bastante intuitivas que têm disponíveis para que o processo de criação do álbum seja o mais simples possível. Tive de começar por descarregar um programa totalmente gratuito que nos permite construi-lo, depois foi só escolher o layout de cada página e colocar lá as fotografias. Por fim, guardei o projeto e segui para a caixa onde, como habitual em compras online, tive de dar os meus dados pessoais. Para minha grande surpresa chegou a minha casa super rápido (mais ou menos uma semana). Garanto-vos que mais simples não há mesmo!


Optei por criar uma espécie de theme para cada página e não poderia estar mais feliz! Numa delas coloquei as fotos do meu baile, noutra a trip que fiz com os meus amigos à Ericeira depois da azáfama dos exames e também uma de fotos com a família. Também houve algumas em que pus exclusivamente fotos sem pessoas, como de Sintra (dos meus locais favoritos!!), de praias ou marinas em que estive este verão e também de pores de sol que eu tanto adoro.


Como sou uma pessoa que presta muita atenção aos detalhes não poderia deixar de mencionar o facto das páginas abrirem mesmo os 180º, o que nos permite - como é visível nas imagens - ver as fotografias que apanham a dobra do álbum na sua totalidade.

Para todos os amantes de fotografia, podem visitar o site da Saal aqui: www.saal-digital.pt/

Gostam da ideia? Já tinham ouvido falar da marca?


*De modo a proteger a privacidade dos meus amigos e família apenas coloquei aqui imagens do álbum em que não apareciam pessoas*
*Fotos da minha autoria, não utilizar sem autorização