27/08/2016

Escola | Filosofia


Há dois anos estava prestes a começar um novo capítulo com a mudança de escola e entrada no 10º ano. Com isto veio também uma disciplina nova e acreditem ou não até aquele momento não tinha ouvido ninguém dizer bem de filosofia. "É vago", "quanto mais escreveres melhor, mesmo que seja palha", etc. Eu era objetiva no que escrevia e portanto se havia algo para que me faltava jeito era escrever "palha" em testes. Isto associado ao primeiro facto fez com que as minhas expectativas para a disciplina fossem baixas, muito baixas, tanto para o conteúdo da mesma como para a nota que obteria no final do período.
O ano letivo começou e fui surpreendida de modo positivo, ao ponto de estar mais acordada às 8.30 nas aulas de filosofia do que em algumas aulas ao meio dia. Óbvio que ter tido a professora que tive no ano de introdução ajudou imenso, mas a verdade é que esta disciplina me ajudou a olhar para o mundo de um modo diferente, fez-me perceber que nem sempre há um certo, mas haverá sempre um com que irei concordar mais.
Embora considerada por muitos uma disciplina muito teórica e com pouca ou até mesmo nenhuma utilidade no dia-a-dia, eu acho que é aquela cujas as matérias me vêm mais frequentemente à cabeça em situações do quotidiano. Porquê? Estão a ver aquelas coisas que sabemos o que são mas se nos pedirem para definir não conseguimos explicar? Com filosofia houve exemplos disso que ficaram claros, deixaram de ser vagos como me tinham dito anteriormente que seria, daí eu lembrar-me deles em situações diárias e ter passado a olhar para o mundo de uma maneira diferente, como mencionei acima.
Outros dois mitos que gostaria de esclarecer são o facto de ter de se escrever muito, incluindo a palha, e a única maneira de se estudar para um teste ser decorar. Sobre o primeiro, sempre utilizei o método da introdução, desenvolvimento e conclusão para todas as minhas respostas em testes, continuando a ser objetiva, não me limitando a despejar a matéria e sempre tive boas cotações nas respostas. Quanto ao último, este é provavelmente o mais relativo, pois se uma pessoa não gostar mesmo da disciplina e não conseguir visualizar situações comuns em que a matéria é aplicada é de facto difícil, mas acredito que o uso de exemplos quando se está a estudar ajuda imenso a compreender a matéria, e se compreendermos esses exemplos perdemos muito menos tempo do que a decorar palavra a palavra o que está no livro, pois somos capazes de explicá-los usando as nossas, e utilizando este método acreditem que existe muito menos probabilidade de terem uma branca ou confundirem conceitos.
Bottom line is, eu entrei no 10º ano a achar que ia detestar filosofia e acabei por gostar imenso, tanto que considerei fazer o exame no final do 11º, fi-lo e tive uma boa classificação. No entanto com este meu testemunho não pretendo que fiquem a achar que toda a gente devia gostar de filosofia visto que eu gostei tanto, mas sim que não podemos esquecer-nos de que as pessoas são diferentes e por isso reagem às mesmas coisas de modo também diferente, logo não devemos achar que porque x sentiu isso com não sei o quê, também nós o iremos sentir. Não limitem o vosso julgamento às experiências dos outros, mas às vossas.

23/08/2016

Youtube | Mariana Gomes


Após estar ausente durante praticamente três semanas venho hoje falar-vos de uma youtuber portuguesa que conta já com 17 000 seguidores. A Mariana Gomes tem a minha idade e faz vídeos principalmente de moda, no entanto não deixa de apresentar um conteúdo um pouco mais generalista, como é o caso dos vlogs, Q&A's, a sua rubrica + Mariana e até mesmo os seus mais recentes vídeos de favoritos - que abordam ambos os assuntos.
A Mariana tem um modo de abordar assuntos que é possível encontrar aos montes no youtube de uma maneira incrivelmente extraordinária e original, o que é raro encontrar nesta rede social, o que é fantástico, e o facto de ser portuguesa deixa-me ainda mais feliz.
Espero que o seu canal cresça imenso nos próximos anos, tanto a nível de números como de conteúdo, e espero também ter a oportunidade de assistir a isso deste lado.

Deixo-vos com o mais recente vídeo de favoritos da Mariana, espero que gostem!!



Podem encontrá-la no Youtube aqui e no Instagram aqui.

03/08/2016

Fashion | Mom Jeans History


Embora sem nome na altura, as agora famosas mom jeans foram um estilo de calças populares  entre os anos 80 e meio dos anos 90, época em que as low rise jeans começaram a aparecer, acabando por se tornar num sucesso e, como tal, acabando também por substituir as mom jeans.




Tal como o nome indica, este era um género de calças caracteristicamente usado por mães e inconscientemente (ou não) acabavam por afirmar esse estatuto quando as usavam. Eram largas em pontos estratégicos de modo a disfarçar as "imperfeições" ganhas com as gravidezes e a idade em si, dando uma impressão de confortável, descontraída e not sexy por não salientar as curvas do corpo da mulher como é o que acontece, por exemplo, com as skinny jeans.




A sua erradicação deu-se em 2003, ano em que "as calças largas usadas por mães" passaram a ter um nome, que é como as conhecemos atualmente, e deixou de ser apenas um conceito. Isto aconteceu quando as atrizes Tina Fey, Amy Poehler, Maya Rudolph e Rachel Dratch fizeram um vídeo (que podem ver aqui) no Saturday Night Live em que não só deram o nome às calças, como fizeram com que a estas passasse a ser atribuída uma conotação extremamente negativa, daí terem sido os principais agentes da sua erradicação.




Os anos passaram e as mom jeans voltaram, no entanto agora são usadas principalmente por adolescentes ou young adults e frequentemente com o objetivo de fazer um  fashion statement.




Pessoalmente adoro-as e já conto com um par no meu guarda-roupa. Acho que combinam na perfeição com o meu estilo minimalista, confortável, giro e trendy q.b. Sendo eu como sou tive de ir à procura do passado e criação das tão hoje famosas mom jeans, e como o achei super interessante achei que podia partilhar convosco um pequeno resumo de tudo o que li nos últimos dias.