09/07/2016

Personal | 11º Ano


Passadas três semanas desde que fiz o meu último exame e pude respirar de alívio, aqui estou eu, viva e penso que pronta para fazer uma retrospectiva deste ano lectivo. Estaria a mentir se dissesse que foi um ano calmo em que tudo correu como esperava - o que, como é quase óbvio, acontece poucas vezes - e que estou inteiramente satisfeita com os resultados.

Em comparação com há um ano atrás sinto-me muito menos perdida, encontrei um rumo e dediquei este ano a aproximar-me cada vez mais do meu grande objectivo. Contudo acredito que isso tenha acabado por trazer também algumas consequências negativas que só comecei a notar quando a época de exames estava a acabar: estava a tornar-me obcecada com a escola a um nível não saudável. Embora possa parecer algo pouco comum ou até mesmo esquisito, acredito que tenha acontecido por saber que é através da escola que atinjo o meu objectivo and sometimes things get out of hand.

Falando agora de coisas mais positivas, em Fevereiro inscrevi-me num programa de uma semana durante a Páscoa na faculdade para onde quero ir e não só fui aceite como acabou por ser provavelmente a melhor experiência que tive este ano lectivo. Fui sozinha - algo que demorei muito tempo a debater mas que decidi enfrentar -, conheci pessoas muito diferentes de mim mas que ao mesmo tempo eram tão iguais, tive ainda mais certezas do que quero e, por incrível que pareça, acredito que foi a esta semana super cansativa durante as férias que consegui ir buscar a motivação de que precisava para conseguir mais do que sobreviver ao 3º período - o que não é costume acontecer.

Este foi um ano em que aprendi imenso, enfrentei medos, foi-me dada a oportunidade de participar em projectos e fiz questão de também procurar projectos em que me pudesse envolver. Foi um ano de extremos, com alguma instabilidade no campo pessoal, (muito) trabalhoso no que toca aos estudos, cheio de pressões e sentimentos de nervosismo completamente desnecessários para testes - que naquele momento faziam todo o sentido - e também de desafios no que toca a gestão de tempo (acreditam que o dia  tem mesmo 24 horas?!?!) que nunca pensei ultrapassar da maneira que fiz. No entanto, foi também um ano de novas amizades, de bons momentos acompanhados de muitas fotografias, de self-discovery como consequência de sair da zona de conforto, muitos sorrisos quando as coisas corriam bem e extrema alegria quando as expectativas eram não só correspondidas como ultrapassadas.

Para o meu décimo segundo ano, último ano de secundário (ainda é estranho dizer isto) e de uma etapa da minha vida, não quero estabelecer metas tão específicas como no 10º e 11º. Quero estar concentrada na escola - ainda por cima a prova de ingresso que preciso é só feita nesse ano! - mas ao mesmo tempo quero ter tempo para mim, quero focar-me na minha vida pessoal e voltar a fazer exercício, de que tanto sinto falta.


P.s.: Apesar de a fotografia que acompanha a publicação denunciar uma das coisas que vou dizer a seguir, achei que valia a pena mencioná-lo de qualquer uma das maneiras. Estou em ciências e tecnologias e fiz o exame de física-química e filosofia.

*Foto da minha autoria, não utilizar sem autorização

07/07/2016

Filmes | Me Before You


São poucos os filmes que me deixam com o pensamento "Quero ver outra vez" assim que acabam e também com a sensação de que preciso de tempo para assimilar o que acabei de ver - num bom sentido, obviamente. O Me Before You foi mais que capaz disso.

Louisa Clark é uma rapariga com um estilo único, sempre com um sorriso na cara e pronta a animar as pessoas que a rodeiam. Depois de ser despedida do seu trabalho num pequeno café após seis anos vê-se extremamente desesperada por encontrar um trabalho que possa ajudar a sua família, que tanto precisa. Apesar de tentar alguns pequenos trabalhos estes acabam sempre por não resultar, até que, através do centro de emprego, surge a oportunidade de cuidar de uma pessoa numa cadeira de rodas em troca de um generoso salário.

Conhece então Will, que foi atropelado há dois anos por uma mota o que acabou por deixá-lo numa cadeira de rodas para o resto da sua vida. É uma pessoa que depois do acidente se tornou extremamente difícil de lidar, devendo-se isto muito provavelmente ao facto de sentir que perdeu a vida que tinha antes e que nunca irá poder voltar a recuperar.

Louisa irá tentar a todo o custo - e acreditem que enfrenta mais obstáculos do que o feitio de Will - fazer com que Will veja que ainda vale a pena viver, que apesar de as limitações que a vida lhe impôs num determinado momento, isso não implica que esta tenha acabo por completo. Lou é o poço de esperança que tenta lutar contra o negativista com que lida durante aqueles seis meses, tentado transmitir-lhe um pouco do seu positivismo e alegria.

Começo por dizer que o contraste entre as duas personagens principais é notório e incrivelmente extraordinário, assim como a evolução da personalidade de ambas. Ao longo do filme é também abordado um tema polémico e muito discutido nos dias de hoje - que não vou mencionar porque sinto que "spoila" a história - e sinto que não o poderiam ter feito de melhor forma.
Outra coisa que acho merecedor de menção, não fosse eu quem sou, é a soundtrack, que aconselho a ouvir em vez do trailer - que tal como a maior parte dos atuais, conta grande parte da história, perdendo-se assim o "fator surpresa" quando se vê o filme. Acho que se encaixou perfeitamente no filme e neste momento está em repeat no meu Spotify.



Para quem estiver interessado, existe também o livro, a partir do qual o filme foi feito, e estreia nos cinemas em Portugal no dia 11 de Agosto.

Já viram o filme?

18/06/2016

Personal | Sê o teu maior motivador


No início deste ano letivo, para um trabalho que a minha turma fez tivemos de responder à pergunta "De que tens medo?". Na altura não prestei muita atenção, mas a verdade é que agora que penso na minha resposta, o meu medo era algo que me andava a impedir de sair da minha zona de conforto nos últimos anos. Coincidência ou não, durante este ano letivo comecei a arriscar mais.

Mais do que aceitar desafios, coloquei-os também a mim própria, tendo muitas vezes resultado, de um modo global, bem. A verdade é que a frase "so plant your own garden and decorate your own soul instead of waiting for someone to bring you flowers" voltou a verificar-se. 
Não devo, nem quero, desvalorizar o que as pessoas à minha volta fizeram, fazem e farão por mim, mas a verdade é que não devemos estar só à espera que alguém nos venha confortar e dizer que tudo ficará bem, tem de existir motivação própria, temos de acreditar que somos capazes e vamos conseguir em vez de primeiro esperar que alguém o diga.

Este ano saí da minha zona de conforto porque assim o quis e decidi. Aprendi que entre a possibilidade de ficar magoada e não ser feliz de todo, é melhor correr o risco, pois quiçá se não terei surpresas, e caso não resulte bem, tenho a certeza de que aprenderei algo através disso.