19/05/2016

BLOGOSFERA | Até já


Não quero deixar o blogue ao abandono sem dizer nada, no entanto também não gosto de ter a sensação de que estou a escrever publicações só para o manter atualizado, por outras palavras, para "encher chouriços", daí estar a escrever-vos isto.
Tal como referi na primeira publicação de maio, este é um mês muito stressante, é a reta final em que tenho de dar tudo - ainda por cima é ano de exames às específicas! - e não sinto que tenha nem tempo para elaborar publicações que considere boas para o blogue nem boa disposição, e vir aqui transmitir más energias está fora de questão.
Portanto, pelo menos até conseguir organizar farei uma pausa da blogosfera, but don't worry, I'll be back!!

08/05/2016

Valeu a pena?


"Tinha 20 anos quando te conheci. Éramos muito diferentes, tu da nobreza, eu um mero escravo, mas as nossas almas completavam-se como nunca vira. Lembro-me tão bem dos longos fios de ouro que gostavas que eu acariciasse para que adormecesses, da imensidão dos teus olhos que me fazem lembrar o oceano que agora nos separa, da gargalhada que soava como uma melodia perfeita.

Fugimos seis meses depois para São Vicente porque acreditávamos que o nosso amor seria maior do que a não aprovação da relação pelos teus pais. O nosso primeiro ano foi óptimo, atrevo-me até a dizer que foi o melhor que vivi até hoje. Contudo, após os teus pais descobrirem onde nos encontrávamos o sonho tornou-se num pesadelo. Estávamos em fuga constante, com medo que nos descobrissem e te levassem com eles.

Com as mudanças de casa e cidades veio a instabilidade e as discussões. Em vez de tentarmos resolver as coisas, disseste-me que irias visitar os teus pais e a verdade é que eu também não te disse para ficares.

Prometeste-me que voltarias para mim, e apesar de saber que não passaram de palavras doces para me aquecerem o coração naquele momento de despedida, há uma parte de mim que continua com esperança que voltes antes que tudo o que ainda tenho de ti se desvaneça e nunca mais volte.

Oito anos passaram e embora saiba que estás casada e tens dois filhos com alguém como tu, da nobreza, continuo à tua espera, continuo a acreditar que o amor que tenho por ti continua a ser recíproco e que um dia voltarás.

Já não tenho tão presente na memória os teus olhos profundos, nem a tua gargalhada e já não consigo recordar-me do lindo timbre da tua voz. Agora pergunto-me se valeu a pena, se valeu a pena acreditar, esperar, amar-te. Às vezes chego à conclusão que não, no entanto o meu coração teima em contrariar a razão e a dizer que sim."

Maio 2015



* Há cerca de um ano a minha professora de português pediu-nos para escrever um conto sobre um amor proibido na época da colonização e foi este o texto que escrevi. Apesar de na altura não ter dado muita importância, um ano depois achei-o fantástico e decidi partilhá-lo. 

Espero que gostem!

04/05/2016

Séries | The Family


Normalmente, no final de cada ano lectivo costumo pesquisar a lista de séries que será renovada, pois esta época coincide com fim de muitas temporadas, e gosto sempre de saber com quais é que poderei contar no próximo ano (Does this even make sense?!). Na minha última pesquisa do último ano encontrei este artigo com as séries que estava previstas estrear no próximo Outono (na altura, Outuno de 2015). Dentro das 40 séries, vi o trailer das que me pareciam interessar mais, entre elas a de que venho falar hoje, The Family, cuja a estreia foi adiada para o início do mês de Março e que já conta com dez episódios episódios.

A série fala do regresso de Adam Warren à cidade onde foi dado como desaparecido há 10 anos e mais tarde como morto após ter sido encontrado o alegado homicida. Os membros da família de Adam, da mesma maneira que não reagiram de igual forma quando desapareceu uma década antes, não encaram o seu regresso do mesmo modo. À medida que a história se vai desenrolando vamos descobrindo que a família Warren, cuja a mãe, e consequentemente o resto da família, está constantemente sob o escrutínio da impressa por estar envolvida na vida política, é tudo menos unida ou perfeita.