16/02/2019

SÉRIES | How I met your mother


Quero começar por dizer que não, não tenho por hábito acompanhar séries de comédia, muito menos com 9 temporadas. Contudo, a verdade é que How I Met Your Mother (HIMYM) é uma excepção, tão excepção que não consegui parar de ver até descobrir quem era a mãe dos filhos do Ted.
HIMYM segue a vida de 5 amigos nos seus late 20's and early 30's, focando-se especialmente na vida amorosa de Ted Mosby, que (again) demora 9 temporadas a contar aos filhos como conheceu a sua mãe. Ao longo dos episódios e das suas (muitas) dating partners, Ted partilha também lições que aprendeu, tanto através da própria experiência como através da dos restantes amigos: Marshall e Lily, o casal; Barney, o manwhore do grupo que adora ter Ted como o seu wingman; e Robin, a repórter canadiana com commitment issues. Quanto ao Ted, é um hopeless romantic que acredita sempre que encontrou a the one e mais tarde acaba por perceber que ainda não foi desta. É quando quase deixa de acreditar que ela existe que o universo lhe dá uma grande surpresa há tanto esperada, a mãe dos seus filhos e o amor da sua vida.
Sendo eu uma pessoa que adora e valoriza imenso os seus amigos, recomendo muito esta série.  Principalmente se estiverem entre os 20 e os 30, tenho a certeza que vão acabar a rever o vosso grupo de amigos no do Ted, é inevitável e bastante cool (if you ask me). Mesmo que não gostem dos risos, experimentem. Eu nunca tinha visto uma série com risos na background e recusei-me demasiado tempo a ver esta pela mesma razão e a verdade é que vão acabar por nem notar neles depois de alguns episódios.
Se só pudessem ver uma série na vida, era esta definitivamente que eu recomendaria (e acreditem que já vi muitas séries). Tem momentos mais relaxados e de comédia, mas também mais sérios, que nos fazem refletir sobre a nossa própria vida e escolhas.

Já viram ou consideraram ver a série? O que acharam?

08/02/2019

PERSONAL | Teste de personalidade MBTI


Há uns 3 ou 4 anos descobri o teste de personalidade com base na teoria de Myers and Briggs e adorei. O porquê de estar apenas agora a partilhá-lo? No semestre passado tive uma cadeira que se focava mais na parte dos recursos humanos das empresas e falámos das várias teorias das personalidades, incluindo o MBTI (Myers-Briggs Type Indicator), o que me fez voltar a querer pesquisar não só sobre a minha personalidade como também obrigar os amigos que fiz neste intervalo de tempo a fazer também o teste.
A minha personalidade é o INTJ, também conhecido como "The architect", que faz parte dos analistas. Quando fiz o teste (AQUI) foi super enlightening. Sempre fui muito curiosa em geral, gosto de saber tudo sobre tudo, portanto, como devem imaginar, descobrir este site foi a melhor coisa de sempre. Fez com que tivesse mais vontade de me conhecer a mim própria, de procurar razões para determinados comportamentos e padrões, aprendendo a lidar com eles e às vezes a moderá-los. Por exemplo, uma das coisas que reparei recentemente foi que tenho muito mais tendência a criar amizades com pessoas ou do tipo Analista ou diplomatas (têm AQUI todos os tipos de personalidade), que partilham comigo a característica intuitiva (N). Isto significa que são pessoas que tomam decisões baseando-se maioritariamente em padrões revelados por experiências passadas, em vez de se basearem na informação que os 5 sentidos lhes transmite.
Assim, achei que era uma boa altura para partilhar este teste também convosco, que espero que estejam tão entusiasmados por saber o resultado como eu estava!

Ainda sobre a minha personalidade, deixo aqui um pequeno excerto, tanto para saberem um pouco mais sobre mim, como também para vos deixar curiosos para ler sobre a vossa personalidade.
"With a natural thirst for knowledge that shows itself early in life, INTJs are often given the title of “bookworm” as children. While this may be intended as an insult by their peers, they more than likely identify with it and are even proud of it, greatly enjoying their broad and deep body of knowledge. INTJs enjoy sharing what they know as well, confident in their mastery of their chosen subjects, but owing to their Intuitive (N) and Judging (J) traits, they prefer to design and execute a brilliant plan within their field rather than share opinions on “uninteresting” distractions like gossip."

Já conheciam o site ou o teste? Se fizeram, qual vos calhou? Identificaram-se?

03/02/2019

MOODBOARD | Fevereiro

Janeiro nunca foi muito produtivo para mim. É o mês após o Natal, após os exames da faculdade e está frio. Acabo por tornar-me lazy e pouco proativa, o que é um bocado contra a minha personalidade, portanto também não dura muito (felizmente!). Isto cria em mim uma motivação gigante para o mês de fevereiro e torno-me proativa a triplicar. Estabeleço as minhas metas para o novo semestre ao invés das tradicionais resoluções de ano novo, feitas no início de janeiro.

Para o segundo mês do ano, tenho como grandes objetivos não procrastinar e tornar-me um bocadinho uma morning person, sendo que este vai ser particularmente difícil. Embora muita gente relacione os dois, não me considero uma pessoa preguiçosa ou pouco ambiciosa, contudo, my friends, acordar cedo não é mesmo comigo. Desde que entrei na faculdade (há mais de um ano) que tenho de acordar às 6h30 durante a semana e este horário nunca pegou, só me deixou com umas olheiras terríveis. Por isso, com a chegada da primavera, este semestre espero conseguir quebrar o péssimo hábito de dormir menos de 7h, também com a finalidade de ter mais energia durante o dia. Pode ser que, com esta energia extra e um horário de estudo que resolvi fazer, o primeiro objetivo também seja cumprido (*fingers crossed*).
Tenho a certeza que este ano vai ser incrível (percebrão melhor daqui a uns dias), e fevereiro é para mim o primeiro mês deste ano, é quando as coisas realmente começam, so let’s make the most of it!

30/12/2018


Imagem da minha autoria, por favor não utilizar
Pensar onde estava há um ano atrás e onde estou agora confirma-me a volta que a minha vida deu em 365 dias. Foi uma chapada de luva branca dada pela vida mas também uma grande lufada de ar fresco. Se olhar apenas para os momentos mais marcantes de 2018, é possível que as coisas negativas sejam mais que as positivas, contudo, não consigo olhar para 2018 com maus olhos. Acho genuinamente que tudo isso me trouxe tantas coisas boas que, no final, quando incluo também as coisas pequeninas, acabo com um balanço bastante positivo.
Os primeiros seis meses do ano foram simplesmente loucos e cheios de sentimentos contraditórios. Num momento sentia que estava na melhor altura da minha vida como noutro logo a seguir sentia-me completamente em baixo porque nem tudo estava a correr como tinha planeado. Um bom exemplo dissso foi um dia em que fui chamada para uma dinâmica de grupo, após passar numa entrevista online numa empresa conhecida (o que para mim, sendo na altura aluna de 1º ano – a única na dinâmica – era um big deal), e noutro dia bastante próximo descobri que tinha de ir ao primeiro recurso da faculdade por ter chumbado na época normal (o que também era um biiiig deal para mim). Também me lembro perfeitamente de haver um dia em que recebi uma má notícia e, passados uns dias, quando fui ver uma exposição ao MAAT sobre a felicidade, fiquei super feliz. Coincidência ou não, esse positivismo atraíu quase de imediato mais felicidade para a minha vida. E este foi, definitivamente, o turning point do meu ano. Apercebi-me do quão importante era a minha felicidade, o meu bem-estar, e não poderia haver ninguém na minha vida que lutasse contra isso, não o iria permitir.
Apesar disso, e por mais óbvio que pareça, em 2018 percebi que nem todas pessoas pensam e agem como eu, cabendo-me a mim decidir se consigo ou não viver com essa diferença. Não quer dizer que a outra pessoa está mal e eu bem ou vice-versa, apenas que há falta de compatibilidade, sendo que esta não deve ser exigida à outra pessoa. Felizmente, somos diferentes, por isso é natural ir encontrando pessoas que não vêem o mundo da mesma maneira, que exigem coisas que deixo de estar disposta a dar e eu também exijo coisas que essas mesmas pessoas podem não estar dispostas a dar. It’s okay.
            Após esta avaliação minuciosa à minha vida, percebi o tipo de pessoas que gostaria de ter à minha volta e nos seis meses seguintes, isto é, até agora, fiz por ter isso em atenção quando novas pessoas se apresentavam na minha vida. A verdade é que me tornei numa pessoa muito, mas mesmo muito mais positiva. Percebi que quase tudo tem uma solução e quando não há, posso optar pela maneira menos dolorosa de lidar com a situação. Hoje consigo dizer que tenho à minha volta pessoas também positivas, que me ajudam a atraír mais felicidade para a minha vida.
            No outro espetro desta onda de positivismo, aprendi também que a vida não é o conto de fadas que me venderam durante a minha infância. Não, não deixei de acreditar na vida, muito pelo contrário, mas percebi que há coisas que não podemos mesmo controlar, por muitíssimo que me custe. Pensei durante anos que vivia dentro de uma redoma que me protegia das coisas más do mundo, mas em 2018 percebi que nunca existiu redoma nenhuma que me isentasse da crueldade que há no mundo e na vida. Por mais que custe, faz parte.
            Felizmente, acabo este ano com as melhores pessoas à minha volta, com quem espero poder continuar a tornar-me mais adulta, culta e boa pessoa. Acabo o ano com a certeza de que cresci imenso e que me tornei numa pessoa mais compreensiva, mais responsável pelas suas ações, um bocadinho mais adulta embora ainda uma criança com imenso por aprender.

I'm back!

Pela milésima vez, estou de volta à blogosfera. A verdade é que começo a aperceber-me que estar ausente de setembro a dezembro é um padrão, que se deve à minha falta de inspiração e pouco tempo nesta altura do ano.
De qualquer das maneiras, estou de volta e cheia de vontade de escrever. Espero que ainda estejam desse lado com vontade para me ler!

29/08/2018

5 COISAS | que (provavelmente) não sabem sobre mim #2


Embora fale muitas vezes sobre a minha vida no Lost Star, sinto que muitas vezes que há pequenos detalhes que não partilho e até acho que seriam interessantes. Fiz uma publicação igual há mais de 2 anos com uma foto minha que tem quase 3 (AQUI), por isso achei que era preciso um remake. Assim, aqui têm mais 5 factos que muito possivelmente não sabem sobre mim.

15/08/2018

No repeat da Nêsa | Rex Orange County


Embora seja a Queen das playlists - se alguma vez visitarem o meu spotify e virem a quantidade de playlists públicas que tenho irão perceber o que quero dizer -, muitas vezes dou por mim completamente apaixonada por um artista ou música que descubro. Este facto, contudo, nem sempre é evidenciado nas publicações que faço de playlists. Assim vos trago esta espécie de rubrica onde irei partilhar convosco tudo isso.

Hoje em específico venho falar-vos do Rex Orange County, ou Alexander O'Connor. Segundo o mesmo, a razão do seu nome artístico vem de um professor lhe chamar "the O.C", as letras do seu apelido. Para quem não está familiarizado com a série com o mesmo nome, nesta, as iniciais O e C, são do county californiano onde decorre, daí o seu nome. Quanto ao "Rex", não faço mesmo ideia.

Podia ser mais um artista de quem ouço uma música e por aí me fico, mas não, captou-me demasiado com a primeira música: "Sunflower", e a seguir com a "Best Friend", and the rest is history. A verdade é que consegui pôr grande parte dos meus amigos a ouvir este artista inglês (com apenas 20 anos!!) de tão contagiante que é. Tem músicas super happy e que me deixam logo com um humor melhor, uma voz muito característica e tem também uma sonoridade geralmente suave, dando mais destaque à voz.

Na playlist abaixo podem encontrar algumas de que gosto bastante. As que mais aconselho ouvirem são as primeiras 4: Sunflower, Best Friend, Loving is Easy e Corduroy Dreams.


Já conheciam? Têm favoritas?

09/08/2018

Dear July,


Não tenho por hábito fazer retrospetivas ao final do mês (daí estar ligeiramente atrasada no calendário das retrospetivas mensais). Talvez tenha vindo a fiar-me na minha boa memória durante todos estes anos e nunca tenha sentido grande necessidade de o fazer por isso. Contudo, e apesar de ter a certeza absoluta que dificilmente me esquecerei deste mês, aqui estou eu para vos falar dele. Quero um dia ler isto com o pormenor que ainda está presente!

Julho deu início aos meus dois meses de férias da faculdade. Foi estranho perceber que o primeiro ano já tinha acabado, passou depressa, demasiado até. Tanto que, quando caí na realidade depois de acabar os exames, me apercebi que a vida em geral está a passar demasiado depressa e ainda há tanto que quero fazer proximamente. Sinto que especialmente os próximos anos serão uma enorme aventura e serão também de mudança, de definir inúmeros aspetos mega importantes para mim e espero que sejam sobretudo anos felizes e cheios, como tanto gosto. Como estas mini crises existenciais são excelentes to get ur shit together e para vermos com mais claridade o que é importante (pelo menos no agora), foi isso mesmo que fiz e não parei em julho.
Após marcar os quinhentos cafés que acumulei durante os dois meses anteriores por causa de exames, consegui finalmente rever as minhas pessoas e experimentar cafés novos (2 em 1!); pôr, mais ou menos (ênfase no menos se estamos a ser realistas), em dia as minhas mil e uma séries em atraso; organizar mini gatherings espontâneos com as pessoas do costume e descansar. Por mais que adore estar super ocupada, tanto o meu corpo como a minha mente já estavam a pedir pelo "dolce far niente".

Entretanto, um dos pontos altos de julho: mais ou menos a meio do mês, tive a oportunidade de ver a minha banda favorita desde os 13 anos ao vivo pela primeira vez. Foi absolutamente brutal. Sou uma pessoa completamente apaixonada por música em geral, portanto tentem imaginar a intensidade com que vivi cada música que a minha banda favorita ia tocando. Não vou mentir e dizer que adoro o novo álbum dos Arctic, acho que ainda estou na fase de estranhar e não tanto do entranhar, mas ouvir as músicas antigas e a minha música favorita deles foi algo inexplicável mesmo. Definitvamente uma experiência a repetir - e proximamente espero (ou pelo menos mais próximo do que os quase 5 anos que separaram o álbum mais recente do anterior!)

O último ponto alto do mês foi a viagem que fiz com a família da minha melhor amiga ao Gerês em celebração do seu 19º aniversário. Visitei sítios lindíssimos (cascatas até mais não!) e explorámos imenso de modo a alcançar os miradouros e os poços de difícil acesso. Admito que não tirei muitas fotos (infelizmente quando lá cheguei apercebi-me que a minha máquina está com um problema na lente) e considero que não tenho material suficiente para uma publicação, uma vez que não levei um diário de bordo ou algo do género onde teria apontado detalhes. Todavia, para os curiosos ou para todos os que estão a pensar visitar a zona, não posso deixar de mencionar as termas de Lóbios (fica em Espanha) - que são de acesso gratuito! -, praia de Ipanema no rio caldo - o nome do rio diz tudo - e a cascata do Arado. Quem me acompanha no Instagram já deve ter visto algumas fotos da viagem, para quem ainda não viu, têm aqui o meu username: @nesa2809


Se ainda vou a tempo, desejo-vos um ótimo mês de Agosto!

03/07/2018

Recomendações: procuram-se


Que blogs recomendariam que visitasse? Quero conhecer novos cantinhos!

02/07/2018

Personal | NODUS TOLLENS


Os últimos seis meses da minha vida foram possivelmente os mais marcantes até hoje. Sinto que cresci imenso como ser humano, enfrentei situações que há uns meses teriam parecido impossíveis - o que me deu um estranho adulting feeling -, contudo também tive dificuldade em lidar com situações que nunca pensei questionar sequer.
A verdade é que cheguei a junho e senti-me perdida em mim mesma - ainda sinto. Tanto tinha mudado em mim e no que me rodeava mas ao mesmo tempo tanto permanecia igual e parte desse tanto já não me pertencia, não fazia sentido.
Desde setembro, com a entrada na faculdade, conheci imensas pessoas vindas de todos os cantos do país e até do mundo, com backgrounds e perspetivas sobre a vida que não podiam ser mais distintas das minhas como também encontrei pessoas parecidas comigo. Todas me ajudaram a ver o mundo de outra maneira, facto que me ajudou a perceber aquilo que não queria na minha vida e para a minha vida. 
Apesar dos 1001 benefícios que esta journey de auto descoberta me trouxe, não posso deixar de mencionar o quão heartbreaking é perceberem que pessoas que fizeram tanto sentido na vossa vida simplesmente já não fazem. Acredito que tal se deve tanto a se encontrarem em fases diferentes da vida com prioridades diferentes, como também ao facto de que, a cada dia que passa, eu ter uma hierarquia de valores cada vez mais sólida. Coisas que me passavam ao lado ou suportava há um ano, hoje faço questão de, definitivamente, não ter na minha vida.
Portanto sinto que este nodus tollens faz parte desta auto descoberta e, honestamente, não poderia estar mais entusiasmada pelo agora e o que vem a seguir (whatever that may be).

01/07/2018

Happy to be back

Após um semestre esgotante e mega desafiante, aqui estou eu outra vez com tempo para vos falar sobre os mais variados assuntos que me preenchem o coração.

Brace yourselves!

25/03/2018

5 COISAS | I'm loving at the moment


Março marcou o verdadeiro início do 2º semestre - com testes e o começo das sessões de estudo intensivas . E, como já é habitual, estive com um mood super produtivo e organizado (most of the times). Com uma Inês hiper produtiva e positiva vêm também novos hábitos e obsessões que gostava de partilhar convosco por duas razões: 1. algumas delas nunca diria que se tornariam obsessões; 2. talvez também vos pegue o meu mood.



Se tinha uma grande dificuldade em tomar o pequeno-almoço às oito da manhã antes da faculdade, imagem agora - que entro a essa hora - tomar às sete. Encontrar algo que me enchesse o suficiente para ser capaz de fazer a viagem até à faculdade e que me fizesse conseguir ultrapassar a primeira aula sem estar cheia de fome foi um derradeiro desafio (a minha mãe que o diga).
Acabei por encontrar o equilíbrio perfeito no chá de frutos vermelhos (acompanhado por uma torrada) e tem sido o meu pequeno-almoço desde meio do semestre passado. Honestamente não sei como não pensei nisto antes uma vez que adoro tudo o que tenha frutos vermelhos.



Not too long ago, não tinha nada amarelo no meu armário. Achava que não era a minha cara e durante muito tempo não arrisquei. Até que em setembro apaixonei-me por um casaco da Zara em amarelo mostarda, mas parte de mim não queria arriscar e estava a pensar em levar o azul. Na altura acabei por não levar nenhum e pouco tempo depois - no meu aniversário, no final do mesmo mês - a minha mãe deu-mo.
A partir daí, mostarda e amarelo torrado tornaram-se na minha obsessão, tanto que já comprei mais peças dentro dos mesmo tons. Adoro conjugar estas cores principalmente com preto, nunca falha.



Já tinha ouvido falar muito deste livro e finalmente arranjei tempo para o ler! Embora não seja, de todo, uma realidade que eu própria viva, acho que principalmente por ser uma história real todos deveríamos ler o "Filhos da Droga". Choca - e muito -, mas é a realidade. Não a minha e se calhar também não a vossa, porém, a de muitos alguém, e considero de extrema importância estar aware disso. Para uma review detalhada, aconselho-vos a da Inês do ninety (HERE).



Numa linha de recomendações, este mês comecei também a ouvir podcasts, mais precisamente o "Ladies Who Lunch", que trata dos mais variados assuntos. Tanto a Ingrid como a Cat são duas pessoas com linhas de pensamento e valores semelhantes aos meus, portanto adoro ouvi-las falar e recomendo imenso! Ótimo para viagens de carro/autocarro/metro ou até mesmo para estudar (pode parecer estranho, mas comigo funciona).
A amiga que me recomendou, Margarida, também falou deste podcast em específico no seu blog (HERE). Podem ouvi-lo tanto no iTunes como na app do Soundcloud.



Até entrar para a faculdade era super contra calendários do telemóvel. Não combinavam comigo e muito menos funcionavam. Agora penso que tal se devia ao facto de não poder utilizar o telemóvel dentro da sala de aula. Contudo, com a entrada para a faculdade isso mudou e a minha abordagem perante o calendário do telemóvel também.
1º, adoro o facto de literalmente o levar comigo para todo o lado sem ter de pensar nisso e também conseguir sincronizá-lo com o calendário do computador; 2º, quem é que nunca apontou uma coisa na agenda física e acabou por não se lembrar mais dela? Bem, a mim acontecia-me mais vezes do que desejaria. Agora posso pôr lembretes para literalmente tudo, o que tendo em conta a minha péssima short-term memory é para mim a melhor invenção de sempre.
Portanto, basicamente, estou mais que rendida a esta tecnologia e uso-a para apontar tudo. E um bónus: faz com que me sinta mega organizada quando olho para ele todo preenchido.
*A app que uso é a "Google Calendar", simples mas eficaz

Também têm obsessões recentes? Partilham alguma das que mencionei?

18/03/2018

BLOGOSFERA | Q&A (respostas)


Passadas quase três semanas muito atribuladas e preenchidas de imprevistos, consegui, finalmente, arranjar um tempinho para responder às perguntas que me fizeram (agradeço desde já à Simply S., à luísa, à Mary e à ).


#1 - O que estás a estudar? Estás a gostar?

Estou neste momento no 1º ano da licenciatura em Gestão na Nova SBE (ou Faculdade de Economia da UNL). Embora seja (muito) trabalhoso, é ao mesmo tempo super desafiante, portanto sim, estou a adorar!



#2 - Qual o teu género de música de eleição?


Indie Rock/ rock alternativo. Se também gostarem deste tipo de música aconselho-vos a passarem pelo meu Spotify (HERE), onde tenho imensaaas playlists para todos os moods (shameless self-promo).



#3 - Tens algum destino de viagem de sonho?


Tantooos. Assim de repente lembro-me da Islândia, pelas auroras boreais e, obviamente, os vulcões; Bali, que quero visitar numa altura da minha vida em que sinta que preciso de um retiro espiritual; Budapeste, pela arquitetura que me cativa imenso e o ambiente gloomy.


#4 - Se tivesses apenas 48h de vida, como ocuparias o teu tempo?

Todos os dias eu faço por aproveitar a minha vida, não como se fosse o meu último dia, mas quase. Digo sempre às pessoas de quem gosto que gosto delas, que é das coisas mais importantes para mim, e organizo-me para lhes dar parte do meu tempo. Por isso acho que a única coisa a mais que faria caso tivesse apenas 48 horas de vida seria relembrar mais uma vez as pessoas de quem gosto que são importantes na minha vida e viver a vida um bocadinho mais on edge: cumprir os meus desejos mais radicais como saltar de pára-quedas e viver um mais sem pensar tanto nas consequências.


#5 - Onde te imaginas daqui a 10 anos e a fazer o quê?

Daqui a 10 anos terei 28 anos, portanto espero já viver na minha própria casa, talvez com alguém e a minha gata (se ainda existir) ou um cão. Em termos de constituição de família, é muito pouco provável que já tenha começado, mas pretendo fazê-lo. No que toca à vida profissional não consigo dar uma resposta, espero que esteja na minha área de interesse (whatever that means), mas como gestão é uma área mega abrangente e estou no primeiro ano, ainda não consegui ter experiência suficiente para perceber aquilo que quero experimentar e aquilo que definitivamente não quero fazer.


#6 - Porquê este nome para o blog?

É uma referência a uma música do Adam Levine com o mesmo nome que eu adoro. Por um lado, porque na altura em que criei um blog me sentia um bocado assim - e acho que todos naquela idade sentimos -, perdida e sem saber bem qual o próximo passo a tomar.
Por outro lado, achei bastante curioso o facto de ele dizer ”God, tell us the reason youth is wasted on the young”. Pergunta-se por que razão é a juventude, como muitos concordarão, um dos melhores períodos da nossa vida (não temos muitas responsabilidades mas começamos a ganhar liberdade), gasta nos jovens. Jovens estes que nem se apercebem do quão valioso é esse período sem ser mais tarde. Nunca tinha pensada nisso dessa maneira e na altura que a ouvi marcou-me, daí ter achado perfeita para o nome do blog.


#7 - O que te levou a criares o blog?


Vim parar ao mundo da blogosfera relativamente cedo, com 12 anos. Na altura usei o blog que tinha como um refúgio (era também um período da blogosfera completamente diferente). Desde aí nunca mais me afastei deste mundo por muito tempo, embora as minhas motivações fossem sendo outras. Desta vez, já no quarto blog, acho que o criei porque há duas coisas que eu adoro: escrever sobre coisas que me apaixonam e comunicar com os outros. Razão que acredito ser comum entre a maior parte das bloggers.


#8 - O que o blog trouxe de bom à tua vida?


À vontade a escrever, especialmente sob pressão e com melhor capacidade de argumentação. Também conhecimento acerca de outros pontos de vista sobre os mesmos assuntos ou até mesmo sobre tópicos a que nunca tinha dado do meu tempo no que toca à sua reflexão, o que me ajudou a tornar numa pessoa menos judgemental e mais accepting of others.


Espero mesmo que tenham gostado e que assim possam ter ficado a saber um pouco mais sobre mim! Algum facto em comum?

14/03/2018

SCHOOL | Escolha da área do secundário


Há quase dois anos escrevi este texto. Não me recordo por que razão não o publiquei na altura, talvez por ter medo de descobrir, depois de entrar no curso que queria, que afinal também não era para mim; talvez porque não calhou... Bem, de qualquer modo, quando há uns dias estive a fazer uma limpeza nos meus rascunhos do blog encontrei isto e tenho duas razões para o publicar agora, independentemente de já terem passado dois anos: 1. o disclaimer que faço logo de início e que também na altura me levou a escrevê-lo; 2. mesmo já estando na faculdade e de adorar o que estou a fazer, caso mais tarde me aperceba do contrário, acho que não é razão para não publicar, especialmente por causa do primeiro ponto.
Portanto, aqui têm, e para todas as pessoas que estão neste momento no secundário - embora saiba que há pouquíssimos leitores do meu blog que estão nesta situação - e se sentem perdidas, eu conheço a sensação, I've been there, acreditem que não é nada do outro mundo, embrace it e aproveitem para descobrir o que vos move.

05/03/2018

MUSIC | Genius


Como uma grande apreciadora da 1ª arte, sempre tentei decifrar as metáforas por de trás das músicas com letras mais complexas - que são as minhas favoritas -, contudo, por mais que pesquisasse interpretações nunca encontrava nada que me preenchesse. Sentia que me era impossível apreciar a música por completo sem perceber a intenção da letra que a mesma tinha.
Foi então que há cerca de 1 ano me foi apresentado um site (também com direito a aplicação para o telemóvel!) chamado Genius, exatamente a palavra em que pensei quando percebi o conceito.
Lá podemos encontrar inúmeras letras (e caso não existam, com a criação de uma conta, podemos ser nós mesmos a adicionar ao site) com interpretações feitas quase verso a verso por pessoas que gostam tanto de música como nós ou mais. Por vezes é até possível encontrar o significado explicado pelo próprio artista, apesar de mais raro.
Aviso que há músicas que ainda ou não estão com uma análise completa ou não têm nenhuma, mas a grande maioria das que ouço estão lá.

Já conheciam?
Não se esqueçam de passar pelo Q&A!

02/03/2018

MOODBOARD | Março


Fevereiro, embora o mês mais curto do ano, foi para mim longo e confuso, por isso mesmo recebo este novo mês, o terceiro do ano, de braços abertos.
Este mês irá marcar o início oficial do semestre com o começo dos testes e dos inúmeros prazos de entrega de trabalhos. Será com certeza desafiante mas sinto-me cheia de motivação e tenho feito por manter o estudo em dia (é desta que não irei deixar tudo para a época de exames!).
Este mês quero também não evitar problemas da minha vida refugiando-me no estudo. Há que enfrentar os problemas quando estes aparecem! No seguimento desta parte da minha vida, quero também muito ir à praia. Não para apanhar banhos de sol (neste momento só se fosse de chuva) mas para respirar o ar do mar que tanto me relaxa e de que preciso muito neste momento.
Por fim, com o estudo adiantado e regular que tenho tentado manter durante a semana, quero ter tempo para ser mais turista na minha própria cidade, quero marcar mais cafés com amigas que não vejo tantas vezes quanto queria, quero ser ainda mais organizada.

Desejo-vos um ótimo mês de março! Que todos os vossos objetivos se concretizem
E não se esqueçam de passar pelo Q&A!

27/02/2018

BLOGOSFERA | Q&A

O Lost Star já conta com dois anos (feitos dia 31.12.17) e dei-me conta que, embora muito no início tenha feito uma publicação sobre curiosidades da minha pessoa, nunca vos dei oportunidade de me porem as vossas questões. Ainda por cima a maior parte das pessoas que me acompanha agora não o fazia na altura, por isso achei uma ótima ideia fazer um Q&A!
Assim, durante mais ou menos uma semana poderão colocar-me questões que tenham sobre mim ou o blog, das mais triviais às menos prováveis, em anónimo ou não. Ask away!

23/02/2018

5 COISAS | que aprendi no secundário


Tal como referi numa publicação que fiz sobre o meu 12º, sinto que ao longo deste três anos aprendi muito e por isso cresci também. Portanto hoje decidi partilhar algumas das lições que me foram dadas (mais relacionadas com a escola, exames, etc) e que às vezes - mas só às vezes - gostaria de ter sabido logo no 10º ano.



São três anos em que terás a oportunidade de crescer imenso como pessoa e de viver experiências absolutamente incríveis. Por isso é ainda mais importante ser-se fiel a nós mesmos, àquilo em que acreditamos, valorizamos ou não.
Creio que assim ser-te-á possível encontrar pessoas com que te identificas e eventualmente o teu grupo de amigos.
Não tenhas medo de dizer que não por pensares que não te irão aceitar como és. E se for o caso, afasta-te porque não são pessoas que no futuro quererás na tua vida.
*( esta é uma lição que pretendo aplicar também nesta nova fase e, honestamente, durante a minha vida)




Já sei, já sei, a faculdade é muito mais exigente e pede mais do nosso tempo, etc, etc, mas como alguém que durante o secundário esteve rodeada de pessoas que se preocupavam minimamente com os testes/trabalhos, médias de entrada para a faculdade e que teve professores que desafiavam a nossa gestão de tempo, rapidamente percebi que é fácil cair para um dos lados da balança: deixarmo-nos aliciar pela diversão que as saídas com os amigos nos proporcionam e descurarmos o estudo ou ficarmos demasiado obcecados com o mesmo e quase não vermos a luz do dia sem ser para ir à escola.
Sim, é importante esforçarmo-nos e sabe imensamente bem atingir objetivos mas lembrem-se de que a saúde mental está acima de tudo isso, ainda que possa parecer secundária.




Não sei se isto é um problema apenas existente na escola onde andei mas não havia uma única pessoa que nos conseguisse esclarecer todas as dúvidas que tínhamos sobre os exames nacionais e o que estes implicavam no momento de candidatura à faculdade - havia inclusive o caso de professores diferentes a dizer coisas diferentes .
Por exemplo, durante muito tempo disseram-nos que se fôssemos a qualquer segunda fase de exames no 12º estávamos automaticamente exclúidos da primeira fase de candidaturas, o que é mentira. O que acontece é que posso utilizar o exame que fiz na primeira fase (caso seja de 12º - que foi o meu caso) em todas as fases de candidaturas mas o que realizei em segunda fase só é possível utilizar a partir da segunda fase de candidaturas (se não perceberam o que quis dizer e têm dúvidas feel free para me mandar um e-mail que posso explicar melhor). Logo, aproveitem todas as chances que têm para repetir exames uma vez que não têm nada a perder, pelo contrário.
Aconselho-vos também vivamente dois sites: Uniarea (e respetivo fórum) e Inspiring Future. Eu e os meus amigos tornámo-nos quase em experts no que toca a todas as implicações possíveis de exames na candidatura à faculdade graças a estas duas plataformas!




Infelizmente - por me ter deixado desamparada na altura - e felizmente - porque mais vale tarde do que nunca - só aprendi a sério isto na época de exames do 12º ano. Deixei os nervos levarem a melhor durante aquela que seria a minha única prova de ingresso.
Vi o plano que desenhei, que era tecnicamente perfeito e possível, ser destruído em três horas e doeu, doeu mesmo. Como é óbvio, sempre esperei imprevistos - e encontrei alguns pelo caminho -, mas este era o que não podia acontecer. Preparei-me o melhor possível para o evitar e ainda assim ele encontrou-me a mim.
O meu conselho para estas situações é: tenham o vosso momento - que considero também de extrema importância -, respirem fundo e comecem a pensar ou numa outra solução para chegar ao mesmo fim ou numa alternativa ao que tinham inicialmente pensado. Mas não desistam logo, lutem!




Mais uma vez gostaria de dar ênfase ao "informem-se" uma vez que considero ser o melhor método de modo a existirem menos chances de mais tarde descobrirem que afinal não é aquilo que querem - pode acontecer na mesma, óbvio - e de terem mais a certeza que "É mesmo isto!"
Comecem por ler testemunhos de pessoas que andam em determinados cursos e que vos dão uma ideia do que vão encontrar. Leiam de vários cursos se ainda não tiverem uma ideia concreta do que querem e vários do mesmo curso caso já tenham.
Dêem uma olhadela nos planos de estudos dos cursos que mais vos interessam em várias faculdades (uma vez que costumam variar embora o curso seja o mesmo) de modo a perceberem se a ideia que associavam ao nome do curso corresponde à realidade ou se aquelas cadeiras não vos dizem nada.
Usem e abusem também das oportunidades que a maioria das faculdades disponibiliza para que os pré-universitários possam conhecer melhor o curso e a instituição.
Seguindo estes passos, penso que quando tomarem a vossa decisão no momento da candidatura estarão conscientes de vários parâmetros essenciais, o que vos permite escolher o curso e faculdade que mais tem a ver convosco.



Independentemente da vossa escolha no final do 12º, que não tem de passar por ir para a faculdade se não é o que querem - falo desta opção porque se trata da minha experiência -, sejam persistentes, não se contentem com menos se é realmente o que querem, lutem para tornar os vossos sonhos realidade e sejam, sobretudo, muito felizes!

Caso tenham alguma dúvida não hesitem em deixar nos comentários ou de me mandar um e-mail (aloststar2809@gmail.com). Responderei com todo o gosto!


Ainda estão no secundário, já estão na faculdade ou a trabalhar? Contem-me tudo!

19/02/2018

SÉRIES | La Casa De Papel


Após muito ouvir falar desta obra prima representada em espanhol, rendi-me e fui espreitar o primeiro episódio no domingo à noite. Hoje é segunda e já vou no 7, o que, por si só, acho que diz muito. Sou o tipo de pessoa que diz "séries e filmes só em inglês e português salvas raríssimas exceções", facto que me levou a ficar imenso tempo sem começar La Casa de Papel, contudo - e nunca pensei dizer isto - até estou a começar a ficar com uma ligeira vontade de aprender a língua do nosso país vizinho.

Para quem nunca ouviu falar desta produção da Netflix - com 15 episódios e já a caminho de uma segunda temporada -, La Casa de Papel remete para um assalto brilhante e aparentemente infalível à casa da moeda espanhola. Os assaltantes não se conheciam previamente e é-lhes indicado que não usem os seus nomes, não sejam feitas perguntas sobre a vida pessoal e que não haja relações entre participantes. Tudo medidas que tornam o plano praticamente infalível teoricamente (não estivéssemos nós perante humanos).
Foram juntados pelo Professor - como lhe chamam - e durante 5 meses irão estudar e ensaiar o assalto ao mais ínfimo pormenor, com planos B e C e antecipando as manobras da polícia espanhola. Durante o desenrolar da trama é possível ver a psicologia a funcionar com a força policial a agir como tinham pensado, contudo, como seres humanos e por vezes não muito racionais que são, por mais cenários que antecipassem, nunca tudo poderia correr como queriam. Terão de lidar com as adversidades que vão aparecendo e com a pressão a que estão inevitavelmente submetidos.

Gosto de séries que demonstram a beleza do pensamento o humano, a genialidade - que pode tanto ser usada para o bem como para o mal -, que sejam quase épicas, e La Casa De Papel dá-nos isso e muito mais.
Agora parte de mim só quer que a segunda temporada chegue o mais depressa possível ao mesmo tempo que o meu eu racional me diz "Inês, começaste o segundo semestre na quinta, não te metas por caminhos apertados". Não é preciso dizer qual o lado que ganha pois não?

Já conheciam a série? Vêem?

15/02/2018

PERSONAL | Estarei eu reduzida a um número?


Gosto de encontrar textos de que não me lembro nitidamente de ter escrito porque é como fosse transportada no tempo e conseguisse ver a Inês do passado a escrevê-los. Contudo, quando encontrei este fiquei triste porque me lembro de passar por esta fase, mas só quando o li é que me apercebi do impacto negativo que na altura teve em mim. É um desabafo de uma adolescente de 16 anos cansada e ligeiramente revoltada com as regras que a sociedade impõem.
2016 e 2017 foram anos muito preenchidos e positivos em inúmeros aspectos, contudo foram também dos anos em que a minha ansiedade (sim, ansiedade, não nervosismo) esteve num dos seus picos. Pela primeira vez estava a deixar a escola afectar de forma preocupante a minha saúde mental, os primeiros exames do secundário aproximavam-se - e depois a candidatura a faculdade em 2017 -, estavam constantemente a assombrar-me o pensamento e via todos os testes como provas de fogo em que tinha de passar com distinção, custasse o que custasse. Eu - e mais ninguém - era demasiado exigente comigo.

"Está a chover e a vontade de ficar dentro da cama, no quentinho, até horas indecentes é grande, muito grande, chegando mesmo a ultrapassar a infinita lista de coisas que tenho de fazer. Quando, por fim, decido levantar-me, tomar o pequeno-almoço e ligar o computador para começar a riscar itens da minha lista dou por mim a questionar o efeito da escola na minha vida; o porquê de estar a aprender o que estou a aprender; se será que vale tudo a pena. Até que ponto é que as notas que se tiram num teste definem inteligência ou até mesmo capacidade de executar um determinado trabalho, que é para isso que a escola está a preparar-nos?

Quando era mais nova adorava a escola, sentia que perceber aquilo que me ensinavam era mais importante do que tirar uma boa nota. No entanto, principalmente com a entrada no secundário, senti uma grande mudança na maneira como se abordava a escola. Os números é que interessam, afinal são eles e apenas eles que nos vão colocar na nossa faculdade de sonho ou fazer-nos sentir como falhados por não ter conseguido. O perceber a matéria passa para segundo plano, passando o "ter boas notas para atingir uma média" a primeiro plano. Parece que o entender o que é ensinado ou até mesmo a maneira como se consegue essa média não interessa, o importante é tê-la.
Este processo deixa-me não só ansiosa durante os testes por causa do "preciso de x valores neste teste" como também faz com que me sinta reduzida a um número. Como é que a minha vida, o meu futuro pode estar reduzido a um número?"
Fevereiro.2016


Lembro-me vagamente de quando comecei a sentir-me assim, reduzida a um número, e quando comecei a perder o encanto que tinha pela escola. Foi triste, muito triste, principalmente por ser uma pessoa muito curiosa que tem um gosto enorme e intrínseco por aprender coisas novas.
Agora na faculdade, felizmente, deixei de me sentir assim. Não vou mentir, as notas continuam a afectar-me, principalmente se foi um teste ou trabalho para o qual trabalhei muito e dei muito de mim, mas tem menos efeito. Gosto mais das aulas, não me importo - gosto! - de saber mais além e deixa-me extremamente feliz perceber que estou lentamente a recuperar essa parte de mim, que já não me sinto tão reduzida a um número e não sinto a necessidade de decorar o que está num livro para depois regurgitar numa folha de papel. Voltei a gostar da escola e de aprender por si só.